Artigos arquivados em " Junho, 2019"

Como conduzir um carro automático

Conduzir um carro automático

Conduzir um carro automático, à partida, dever-nos-ia causar poucas dores de cabeça, já que esse tipo de veículos foram pensados para um manuseamento cómodo sem nos causar maiores preocupações que somente as do próprio trânsito. Todavia, no nosso universo, onde apenas nos formamos com carros de mudanças manuais, por vezes surgem dúvidas sobre como conduzir um carro com transmissão automática.

Há alguns dias atrás, Elisa enviou-nos a seguinte mensagem por correio eletrónico:

Apesar de termos tirado o ‘B’ em mudanças manuais e conduzirmos um carro automático , nada nos ensina a manejá-lo, e se é bastante fácil encontrar livros sobre ‘como utilizar as mudanças num carro com mudanças manuais’, não se encontra informação de como o fazer com um automático. Para além disso, existem vários tipos de carros automáticos: aqueles que têm a 1ª , 2ª e ‘direta’, aqueles que apenas têm apenas a marcha para frente ‘D’, aqueles que combinam manual (sequencial) + automático, aqueles que nem sequer têm marchas (tipo Prius). Agradecia muito um tutorial sobre este tema!

Bem, pois vamos a ver como é que se conduz um carro de mudanças automáticas.

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Estabilidade emocional na estrada

Condições emocionais

Segundo a legislação em vigor, um individuo que pretenda adquirir um titulo de condução terá, entre outras, de possuir uma condição emocional e psíquica considerada positiva de acordo com os parâmetros definidos em regulamento. Acontece que esta avaliação é efetuada à vista desarmada, sem exame que comprove esse estado de sanidade.

Se recurarmos um quarto de século, recordo-me de na ocasião haver uma restrição muito forte, no que diz respeito à emissão de um atestado médico a pessoa que apresentasse deficiência física ao nível da mobilidade. Conheço um caso em que a pessoa apenas conseguiu o seu atestado médico, após uma avaliação médica realizada por uma junta médica.

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Mobilidade urbana

mobilidade

A nossa capacidade de deslocarmo-nos nas grandes cidades é cada vez mais difícil, em especial em locais onde a densidade urbana é elevada, ou nos casos onde esta ocorreu de forma desordenada, impedindo o planeamento e a criação de infraestruturas adequadas.

A mobilidade urbana é a capacidade de levar do ponto A, ao ponto B, pessoas e bens, dentro do espaço de uma cidade para a realização das atividades quotidianas sem percas de tempo, naturalmente de modo confortável e seguro. Sabe que custos são agravados quando a mobilidade urbana não é prioridade?

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Veículo de instrução não é invisível

veículo de instrução

Uma escola de condução existe para, como qualquer outra instituição com a denominação “escola”, serve para prestar um serviço de formação na(s) área(s) de sua competência. Existem escolas que apenas prestam formação teórica e existem escolas que prestam formação teórica e prática.

Se é verdade que existem escolas cuja formação prática é ministrada em espaço privado, no caso das escolas de condução o ensino prático é efetuado em contexto real de trânsito, ou seja nas ruas, estradas e auto-estradas, conjuntamente com os restantes condutores.

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O que é o ACC ou controlador de velocidade ativo?

ACC - Adaptative Cruise Control

ACC é a sigla do Adaptive Cruise Control ou “controlador de velocidade ativo”, geralmente conhecido como “controlo de cruzeiro adaptativo”, que é a sua denominação mais coloquial. O ACC é um elemento de segurança que complementa o limitador de velocidade, embora mais moderno; para além de permitir ao motorista manter uma velocidade constante, também lhe confere a capacidade de regular ativa e inteligentemente o controlo de velocidade, adaptando-o às situações reais do trânsito.

Na Segurança automóvel sempre que um novo dispositivo é fabricado, mesmo que venha complementar um anterior, geralmente representa um avanço na tecnologia. Se com o limitador e regulador de velocidade o condutor apenas podia estabelecer um limite de velocidade máximo ao qual desejava circular, agora, o novo controlo inteligente ACC permite também regular a velocidade de modo a manter uma distância de segurança adequada para com o veículo que nos precede.

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A questão do “cone de aspiração”

distancia de segurança

Diariamente, em todas as autoestradas, podem ver-se camionistas que circulam muito próximos uns dos outros, ou carros suspeitosamente colados a autocarros, camiões ou a outros carros. Porquê? Estão a aproveitar o “cone de aspiração”, ou, por outras palavras, estão a beneficiar de uma baixa resistência aerodinâmica, seja por interesse seja por negligência na condução. Quando circulamos, o veículo tem que vencer o atrito que gera, o gerado pelo piso e a resistência do ar. Em toda a atmosfera estamos rodeados de ar, que, naturalmente, tem massa e provoca atrito e resistência.

Um automóvel está constantemente a deslocar o ar que existe à sua frente e que choca com os seus para-choques, capô, retrovisores, para-brisas, tejadilho… Quanto maior a superfície exposta, quanto pior for o coeficiente de penetração aerodinâmica e quanto maior a velocidade, mais potencia é necessária. Um utilitário de 180 cavalos é uma autêntica bala, contudo, um todo-o-terreno, supondo que pesassem o mesmo, nunca poderia alcançar a mesma velocidade com os mesmos 180 cavalos, apesar de ambas as prestações serem normais.

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Medicina do trabalho “Low Cost”

Medicina do trabalho

Está previsto na diversa legislação portuguesa, nomeadamente no código de trabalho, que os trabalhadores devem efetuar consultas regulares, e não vamos aprofundar o post sobre a regularidade dessas consultas, pois cada caso é um caso.

Essencialmente é pertinente percebermos a importância destas consultas médicas e o seu alcance. Ou seja, é útil percebermos que a medicina do trabalho serve para avaliar se o trabalhador se encontra física, psicológica e emocionalmente apto e se o posto de trabalho está ergonomicamente equipado de acordo com as necessidades do seu ocupante, por forma a diminuir o surgimento de doenças profissionais.

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Dummies para crash tests (5)

dummie 5

Todos os anos morrem nas estradas de todo o mundo aproximadamente 1 milhão de pessoas, só em acidentes rodoviários. Para reduzir esses números, as marcas de automóveis e as instituições responsáveis pela segurança rodoviária, tentam fazer evoluir as viaturas. Para isso utilizam uns bonecos chamados dummies para crash tests.

Na primeira parte deste tema abordei os primórdios da segurança automóvel, na segunda parte foram os dummies mais usados na indústria automóvel e suas caraterísticas, na terceira foram os modelos virtuais que as grandes marcas usam, na quarta parte vimos as entidades que estão envolvidas nas certificações. Agora, na quinta e última parte, uma visão sobre as validações e postura das marcas perante os testes.

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Que veículo posso conduzir?

Autocaravana

Tenho sido, nos últimos dias, confrontado com imensas dúvidas de alguns amigos, sobre temas que os deixam baralhados. E um desses temas prende-se na dúvida do motociclo. Se o posso conduzir ou qual posso conduzir.

Outras das questões/ dúvidas colocadas têm ligação aos reboques, ou seja, quais podem atrelar ao seu ligeiro, com a carta da categoria B (ligeiros), quais os conjuntos os conjuntos que podem conduzir e como está a legislação para condução de moto 4.

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Dummies para crash tests (4)

Crash-Tested Volvo C30 Electric

Todos os anos morrem nas estradas de todo o mundo aproximadamente 1 milhão de pessoas, ou seja, 10% da população portuguesa, só em acidentes rodoviários. Para reduzir o flagelo desses números, as marcas de automóveis e as instituições responsáveis pela segurança rodoviária, tentam fazer evoluir as viaturas. Para isso utilizam uns bonecos chamados dummies para crash tests.

Na primeira parte deste tema falei sobre os primórdios da segurança automóvel, dos voluntários e dos cadáveres utilizados, na segunda parte foram os dummies própriamente ditos, quais os modelos mais usados na indústria automóvel e suas caraterísticas, na terceira falei sobre os modelos virtuais que as grandes marcas usam. Nesta quarta parte veremos que entidades estão envolvidas nas certificações. Será que as conhece?

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