O boné alerta da Ford

Boné Ford

A falta de descanso ao volante é uma das principais causas de mortos na estrada em conjunto com o álcool e com as drogas. A Sociedade Europeia do Sono (ESRS) recolheu dados no estudo da sonolência ao volante da Fundação CEA, que o sono está direta ou indiretamente relacionado com muitos dos acidentes de trânsito que acontecem por essa Europa fora, especialmente no setor profissional.


Para que esta circunstância não seja fatal, sobretudo entre os profissionais do transporte como os camionistas, a Ford Brasil criou um boné inovador, que é capaz de alertar o condutor se está cansado ou a dormir ao volante. O chapéu em questão, desenvolvido pela divisão de pesados da Ford Brasil, alerta os condutores que têm de parar assim que sentirem três tipos de sinais: vibrações, som e flashes de luz.

Ford Boné

O primeiro passo que foi tomado pela marca para a criação deste chapéu revolucionário foi um estudo pormenorizado para identificar os movimentos do condutor na sua rotina normal de trabalho, para além dos movimentos da cabeça que indicam sono, assim como as mudanças de velocidades do camião. Uma vez recolhidas todas estas informações numa base de dados, estas são transferidas à central de processamento do boné, que se encontra ligada a um acelerómetro e a um giroscópio, encarregues de identificar cada tipo de situação.
A Ford colocou à prova o dito chapéu ao longo de oito meses num grupo de condutores que percorreram mais de 5000 km em condições de condução reais. Também foi apresentado a peritos de segurança rodoviária que lhe reconheceram o potencial de ajudar a prevenir acidentes rodoviários.
Para já este objeto é apenas um protótipo ue ainda se encontra em fase de provas. Só depois chegará o processo de patente e certificação. Ainda está um pouco longe, pois não existem sequer planos para ser comercializado a curto, médio prazo. Todavia, a Ford mostrou interesse em partilhar a sua tecnologia com parceiros e clientes sempre com o objetivo de avançar no seu desenvolvimento e permitir o lançamento deste produto no mercado.

Como é a condução afetada pelo sono?

É certo que um invento com estas caraterísticas pode ajudar a salvar vidas, sobetudo num grupo como o dos camionistas, cujo trabalho é esgotante, pois é necessário estar constantemente atento à estrada. A possibilidade de adormecer sem querer quando se tem que conduzir durante largos períodos de tempo é uma constante, pois ao minímo descuido pode ter consequências letais.
O sono e a fadiga encontram-se entre as cinco primeiras causas de acidentes com vítimas. Tanto assim é que um em cada cinco acidentes rodoviários produz-se por culpa do sono e da fadiga.
A necessidade de conciliar o sono é uma das mais importantes de todo o ser humano, pois quando se dorme pouco ou não se dorme o sufuciente, o organismo reage criando uma série de desajustes no organismo, muitos dos quais perigosos para o condutor.
As estatísticas confirmam que é durante o dia que se produzem mais acidentes, pois é o momento em que estão na estrada mais pessoas. Se não se dormir o tempo suficiente, pode provocar um sério transtorno na saúde e consequentemente na condução.

Os efeitos mais relevantes da falta de sono na condução podem ser:

Redução da vigilância: o sistema nervoso relaxa e começa a perder o controlo.
Tempo de reação mais lento: a acumulação de horas de vigilância afeta de forma negativa a capacidade de reação, já que cada vez se torna mais difcíl manter-se atento à condução. Isto faz com que o condutor aumente o seu tempo de reação e que tarde em travar no momento de evitar a colisão.
Aparição de micro sonhos: este é o efeito mais perigoso e acontecem em condutores que passam muitas horas ao volante e que dormem pouco. Em períodos de apenas 2 ou 3 segundos perde-se a noção da estrada, sinais e outros veículos. Este pode ser a causa dos acidentes que não têm uma explicação clara.
Diminuição dos reflexos: os músculos relaxam, chegando a produzir tremores nas pernas e nas mãos.
Perda de acuidade visual: nestas circunstâncias a visão é turva e há maior fadiga e cansaço ocular.
Um aspeto que deve ter sido em conta é o do condutor, sobretudo se é profissional, pois ao menor sintoma deve deixar de conduzir de imediato. Acreditar que é possível vencer nessa disputa e continuar a conduzir, é uma ilusão e atitude temerária. Não obstante, sempre que o sono surgir é invencível, por isso o melhor será seguir uma série de recomendações que algumas instâncias propõe para ajudar a combatê-la.
Descanse a cada duas horas de condução ao 200 km.
Realize pausas de 20-30 minutos cada. É importante saber que não parar. Saia do veículo, caminhe e beba alguma bebida estimulante.
Mantenha a cabina bem ventilada.
Não ouça música relaxante e, no caso de levar companhia, procure conversar.
Evite refeições abundante antes de entrar no veículo e não beba alcool.
No caso de não ter dormido bem, delegue a condução a outra pessoa, sempre e quando for possível.
Evite conduzir entre as três e as cinco da manhã e entre as duas e as quatro da tarde.
Se, apesar de tudo continuar a ter sono, é muito importante parar para dormir 15 minutos numa zona segura.Evite a ingestão de medicamentos e no caso de os estar a tomar, verifique se traz efeitos secundários para a condução.
– Procure uma postura ao volante que não seja relativamente cómoda, pois esta favorece o sono.

Fonte: Circulaseguro.com