Quem conduz melhor? Os homens ou as mulheres?

Trata-se de uma questão muito subjetiva, mas o que é verdade é que há quem tente dividir os géneros no que diz respeito à condução. Uma verdadeira “guerra dos sexos”. Claro que os homens vão dizer que são eles e as mulheres vão dizer que são elas. Mas para que não haja dúvidas, uma companhia de seguros veio dizer, de sua justiça, quem conduz melhor.

É normal quando conduzimos, principalmente os homens, quando há alguém que faz uma “asneira” no carro que nos precede a tendência é dizer que se trata de uma mulher. “Mulheres ao volante, perigo constante”, é o que os homens costumam dizer sempre que uma mulher faz uma manobra menos calculada ou conduz demasiado devagar, dando início, quase sempre, a uma discussão sobre rodas. Mas quem conduz melhor? A companhia de seguros Admiral Insurance chegou à resposta tão desejada e a afirmação de cima não passa de machismo infundado. Sim, as mulheres são melhores condutoras. Pelo menos é o que parece.
Segundo o jornal britânico The Telegraph, a companhia chegou a esta resposta com dados recolhidos através dos seus clientes, e há uma série de outras conclusões a destacar no mesmo estudo:
Em média, os homens passam mais tempo a conduzir do que as mulheres e também passam uma grande percentagem do tempo a acelerar. Devido ao facto de passarem mais tempo nos carros, também estão sujeitos a conduzir em situações de risco e durante mais tempo”;
Os condutores que transportam crianças conduzem de forma mais segura do que os que vão sozinhos;
Quem conduz um carro a gasolina fá-lo melhor do que quem conduz um carro a gasóleo ou um híbrido;
Os condutores mais seguros costumam conduzir um Dacia, um Skoda ou um Volvo;
Já os menos seguros costumam conduzir um Audi, um Smart ou um BMW.
Entre os condutores mais seguros encontram-se os reformados.
Estes dados vêm confirmar os que foram obtidos anteriormente pela Privilege Insurance, outra companhia de seguros que também concluiu que as mulheres são melhores condutoras. No caso deste primeiro estudo, as mulheres ultrapassaram os homens não só nos testes a que foram submetidas, como também quando foram observadas a conduzir, de forma anónima, numa das ruas mais movimentadas do Reino Unido.

Mas em Portugal também há teste e a Deco levou um a cabo que revelou conclusões muito interessantes.
Dos 1053 condutores que responderam ao questionário, entre maio e junho de 2015, 60% admitem acelerar com o semáforo amarelo, 43% excedam os 70 km/h numa estrada limitada a uma velocidade máxima de 50 km/h e 40% circulam acima dos 140 km/h nas autoestradas.
No que toca ao uso do telemóvel, 29% utilizam-no sem sistema de mãos livres durante a condução e 13% chegam mesmo a enviar mensagens. “Alguém que esteja a conduzir na autoestrada, a 120 km/h, e olhe para o telemóvel durante três segundos, estará a percorrer o correspondente a um campo de futebol sem estar com atenção à estrada”, compara o tenente-coronel Lourenço da Silva, chefe da Divisão de Trânsito e Segurança Rodoviária.
Segundo o artigo da Deco, um condutor que utilize o telemóvel sem mãos-livres ou que envie uma SMS corre um risco 83% superior de estar envolvido num acidente face a quem não tenha este tipo de comportamentos de risco e proibidos. Esta é aliás a maior ameaça a segurança de condução. Em segundo lugar, estão as distrações, que potenciam em 39% o risco de acidente. Seguindo-se, com menos um ponto percentual, a condução sob efeito de bebidas alcoólicas.
Depois de beberem “um copo a mais”, 12% dos inquiridos admitem pegar no carro. E mais são aqueles que conduzem cansados: 46%. Já 11% ignoram os peões na passadeira.

Fonte: Deco e Admiral Insurance