Controlar o excesso de velocidade e diminuír a sinistralidade rodoviária associada ao fenómeno.

Controlar o excesso de velocidade e diminuir a sinistralidade rodoviária associada

O excesso de velocidade continua a ser uma das principais causas da sinistralidade rodoviária em Portugal e da elevada taxa de mortalidade associada ao fenómeno velocidade. Mas esta realidade tem solução, uma solução que, no entanto, não serve a todos os interesses instalados.

Por mais que se propagandeie que os condutores devem transitar com uma velocidade adequada, enquadrada com o contexto de trânsito, local, tipologia de via ou de veículo, jamais se conseguirá diminuir  as ocorrências de excesso de velocidade se não se actuar com o devido pragmatismo.

O que fazer para diminuir as ocorrências de excesso de velocidade?

O código da estrada, o regulamento que o rege, faz referência à velocidade e seu excesso, em diversas passagens; e n uma das passagens direccionadas ao tema velocidade, é claro quando prescreve limites de velocidades para os mais diversos tipos de veículos e vias.

Se assim é, continua a não se entender o facto de serem permitidos veículos em venda ao público que tenham a capacidade de exceder os limites legislados em regulamentação; ou seja, por quê veículos com capacidade para circularem a mais de 120 km/h, quando em auto-estrada apenas estão autorizados a circular àquela velocidade?

Se a legislação, que determina essa velocidade, não permitisse que fossem comercializados veículos com capacidade de circular a mais de 120 km/h, a taxa de sinistralidade advinda do excesso de velocidade diminuiria exponencialmente.

Mas se tal acontecesse, a proibição de venda de veículos com capacidade de exceder os 120 km/h, com a ocorrência do excesso de velocidade a diminuir, diminuiriam, também, as centenas de milhares de euros que entram todos os anos nos cofres do Estado, provenientes de transgressões que servem a esse mesmo Estado.

No entanto e colocando a possibilidade de continuarem a ser permitidas as vendas de veículos com capacidade de circularem bastante acima dos 120 km/ h, era de todo interessante que fosse desenvolvido um sistema, apoiado na avançada tecnologia, que cortasse a capacidade de aceleração em diversos locais ou no interior ou atravessamento de localidades.

Se tal ocorre-se, conseguiria-se aumentar a prevenção e segurança rodoviária, aquela que tanto se apregoa cinicamente e que tanto jeito dá a quem dela usufruí de ganhos avultados.

Foto¦ Paolo Neo