Dez conselhos para uma condução eficiente

Condução eficiente

O que é a condução eficente? Hum… No posto de gasolina estão prestes a estender-me uma passadeira vermelha. Passo a cada 48 horas por lá. São coisas que acontecem quando uma pessoa se dedica dia sim, dia sim, a esta coisa de dar voltas pela cidade a bordo de um automóvel. O que aconteceu foi que um dia destes, enquanto pagava (ouch!) a conta de encher o meu depósito de gasóleo a preço de ouro negro, reparei nuns pedacinhos de papel que estavam sobre o balcão.

Eram uns folhetos que continham “10 conselhos para ajudá-lo a conduzir de forma mais eficiente”. Editados pela Comissão Europeia, esses pedaços de papel resumem de uma forma bastante acertada o que deveria ser o decálogo de um condutor que não quer acabar por comer da caridade por ter que manter o seu veículo, já que dizem que estamos em tempos de vacas magras e há que apertar o cinto (ainda mais).

Não são conselhos excessivamente inovadores, mas podem ser seguidos sem que haja necessidade de se ser um perito do volante.


1. Observe as instruções de manutenção do seu automóvel e verifique periodicamente o nível do óleo.

Um carro mal cuidado é um carro que consome mais e polui muito mais. Cada motor precisa de um programa de manutenção, de umas revisões, de umas mudanças de óleo. Cada automóvel tem um livro de manutenção onde se especifica que períodos devem decorrer entre cada revisão. Não ter esta manutenção em dia significa expor-se a gastar mais e a ficar desprovido no momento menos oportuno.

2. Verifique a pressão dos pneus todos os meses.

Uns pneus com uma pressão inferior à definida pelo fabricante pode aumentar o consumo até 4%, segundo dados da Agência Internacional da Energia, para além de ser um passaporte para o desgaste precoce e irregular do único ponto de contacto do veículo com o solo.

3. Retire o peso desnecessário da bagageira e dos assentos traseiros.

Quanto mais carregado estiver o automóvel, mais o motor terá de trabalhar para o deslocar e mais combustível consumirá. Os artigos de praia não fazem falta nenhuma na bagageira quando na rua está a cair granizo, da mesma forma que não existe razão para acarretar uma lata de óleo se o carro não tem perdas. Dez coisas que pesam “um quilinho de nada” somam 10 Kg.

4. Feche as janelas, sobretudo quando circular a alta velocidade e retire as barras ou malas de tejadilho quando estiverem vazias.

Assim se reduz a resistência ao ar e se pode diminuir o consumo de combustível e as emissões de CO2 até 10%, segundo dados da Comissão Europeia. Circular por estrada ou auto-estrada com as janelas abertas ou com barras de tejadilho montadas equivale a ignorar uma boa parte dos estudos de aerodinâmica que se levam a cabo na conceção do veículo.

5. Utilize o ar condicionado apenas quando for necessário.

O uso excessivo do ar condicionado aumenta o consumo de combustível e as emissões de CO2 até 5%, segundo dados da Comissão Europeia. Claro que, se tivermos que escolher, circulando a alta velocidade, sempre será melhor utilizar o ar condicionado do que circular com as janelas abertas.

6. Inicie a marcha logo que ligue o motor e apague-o quando estiver parado durante mais do que um minuto.

Os motores modernos estão concebidos para serem mais eficientes quando o condutor começa o trajeto logo que liga o motor. Para trás ficaram os tempos do “liga-o já e deixa que vá aquecendo”. Hoje em dia, a injeção de combustível realiza-se considerando, entre outros parâmetros, a temperatura do motor. Gastar com o carro parado é tolice. Apaga-se quando não faz falta, liga-se quando é preciso e pronto.

7. Conduza a velocidades razoáveis e, sobretudo, faça-o com suavidade.

Cada vez que aceleramos bruscamente o motor consome mais combustível e produz mais CO2. Porque cada vez que travamos bruscamente submetemos a um esforço adicional todos os sistemas de travagem e suspensão, bem como as rodas e pneus. Acelerar fortemente para acabar por travar logo após uns segundos é deitar dinheiro fora. Não vale a pena. A curto prazo, a suavidade ao volante é economia para o nosso bolso. A longo prazo, a suavidade ao volante é vida para o veículo.

8. Tente antecipar-se ao tráfego.

Desta forma evitaremos os extremos a que nos referimos no ponto anterior. Para antecipar-se é essencial manter sempre uma distância razoável em relação aos restantes veículos, observar e entender o que nos rodeia e decidir e atuar o quanto antes, para evitar que as situações nos apanhem desprevenidos.

9. Mude a velocidade o mais cedo possível.

As velocidades mais longas (4ª, 5ª e 6ª) são as que menos combustível consomem, segundo dados da Comissão Europeia. Claro que de nada servirá passar a uma velocidade longa se nos empenhamos em acelerar bruscamente para recuperar a velocidade a todo o custo depois de ter mudando de velocidade. A ideia é que mudemos de velocidade para relaxar o motor, fazendo-o trabalhar ao mínimo regime de rotação possível.

10. Considere a possibilidade de partilhar o automóvel para ir trabalhar ou durante o seu tempo livre.

Desta forma se reduz o tráfego e o consumo de combustível. Quando várias pessoas partilham uma necessidade de mobilidade, o mais inteligente é economizar recursos. Procurar desculpas peregrinas é sinónimo de enveredar pelo consumo irracional. Se se puder fazer e todos os ocupantes forem pessoas honradas, limpas e asseadas, porque não partilhar a viagem?

Conselhos de bolso para benefício da nossa bolsa. Nem mais, nem menos.