Como se lê a etiqueta do pneu?

 

Etiqueta europeia Pneus 2

A etiqueta dos pneus é obrigatória desde o passado dia 1 de novembro de 2012. Este pedaço de papel colado no piso do pneu destaca as prestações em eficiência e segurança dos novos produtos. O objetivo é ajudar os consumidores a comprar… pneus.

Numa fase inicial, que se prolonga até 2016 (a UE ainda não definiu mais nenhuma evolução sobre a etiqueta do pneu), esta contempla a análise de apenas três critérios relacionados com os pneus: resistência ao rolamento, distância de travagem em piso molhado e nível de ruído exterior medido em decibéis.
Neste texto, o Circula Seguro explica-lhe o funcionamento desta etiqueta e a melhor forma de interpretá-la, contudo fique desde já a saber que os melhores pneus são aqueles que obtêm classificações de “A” a “C”, quer na resistência ao rolamento, quer na travagem. Abaixo da letra “E” posicionam-se pneus pouco recomendáveis (a letra “D” não será atribuída, precisamente para que a distância entre pneus de melhor e de pior qualidade seja mais bem percecionada pelos consumidores). Ou seja, como esta etiqueta tem de marcar presença em todos os pneus vendidos na Europa (exceto pneus para motos, recauchutados, offroad, competição e coleção), quer sejam produzidos em Portugal ou na China, a etiqueta vem colocar de sobreaviso quem compra pneus mais baratos. Não ignore a etiqueta, uma vez que é o que está a acontecer na maioria das compras que os consumidores portugueses realizam. Para voltar a reforçar a importância deste “papel”, mostramos-lhe que a sua leitura é simples e básica.

1º aspeto: consumo

Metade da etiqueta do lado esquerdo (ver na imagem)

Neste item é avaliada a resistência ao rolamento, critério que está relacionado com o consumo de combustível diretamente imputável ao pneu. Ou seja, se percorrer uma média de 15 mil km por ano e tiver um pneu de categoria G (pior classificação), está a desperdiçar mais de 22 litros de combustível face a um pneu com classificação A.

A – Pneu ideal/referência
B – Consome + 0,10 l/100 km
C – Consome + 0,12 l/100 km
D – este escalão não será atribuído
E – Consome + 0,14 l/100 km
F – Consome + 0,15 l/100 km
G – Consome + 0,15 l/100 km

 

2º aspeto: travagem

Metade da etiqueta do lado direito (ver na imagem)

Num teste a 80 km/h, os pneus são classificados em cinco classes de eficiência, consoante a sua capacidade de travagem em piso molhado. Por determinação de Bruxelas, as letras D e G não são atribuídas para tornar a diferença entre pneus de maior qualidade (letras de A a C) e de pior qualidade (letras de E a F) mais percetível ao consumidor final.

 

3º aspeto: nível de ruído

Zona inferior da etiqueta (ver na imagem)

Além de referir o ruído emitido pelo pneu, a etiqueta possui um pictograma com três ondas sonoras. Quanto menos ondas estiverem pintadas de preto, mais silencioso é o pneu. Quase todos os pneus à venda terão duas ondas pintadas. Para os fabricantes, o critério do ruído é o de menor importância, defendendo que teria sido preferível que a etiqueta tivesse outros parâmetros como a longevidade ou a performance.

Uma onda pintada – + de 3dB abaixo do limite legal
Duas ondas pintadas – entre 0 a 3 dB abaixo do limite legal
Três ondas pintadas – Acima do limite (não permitido desde junho de 2016)