Pode a mobilidade inteligente mudar a sinistralidade?

mobilidade inteligente, condução autónoma, sinistralidade rodoviária

A mobilidade inteligente, de que os veículos autónomos serão a expressão máxima, permitirá reduzir o risco de erro humano na condução. A probabilidade de ocorrência de acidentes pode cair para níveis nunca vistos.

Mais de 90% dos acidentes ocorrem por intervenção humana e 60% são provocados pelos condutores. Com a ajuda da tecnologia, será possível diminuir não apenas os acidentes, como a taxa de incidência de sinistros atribuídos a causas humanas? A esperança de inúmeros especialistas é que sim.

A chamada mobilidade inteligente e os veículos autónomos (sem que o condutor intervenha na condução) têm um grande potencial para levar a que a sinistralidade nas estradas baixe para níveis históricos. De tal forma que o apoio da tecnologia e a aplicação da inteligência artificial ao contexto rodoviário poderão conduzir a que um objetivo como o ter zero mortes em acidentes de viação possa ser alcançado. Basta pensarmos que mais de 90% dos acidentes ocorrem por intervenção humana e 60% são provocados pelos condutores. A ajuda das máquinas não será, então, bem-vinda?

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Corolário da evolução tecnológica

Se pensarmos bem, a condução autónoma é, atualmente, o corolário de toda uma imensa evolução tecnológica presente nos automóveis e que tem já permitido evitar acidentes e diminuir a gravidade de muitas lesões. A condução tecnológica herda todo o tipo de sistemas de apoio à condução, como o ABS, o sistema de controlo de estabilidade (ESP), a travagem de emergência autónoma (AEB), o controlo de velocidade adaptativo, controlo de tração, assistente de direção e à manutenção na faixa de rodagem, luzes direcionais, Night Vision com reconhecimento de pessoas, entre muitos outros sistemas tecnológicos.

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Com a ajuda de complexos sensores e câmaras de vídeo e de infravermelhos, cuja informação é processada ao milésimo de segundo, muitíssimo mais rápida e de forma muitíssimo mais eficaz do que um humano conseguiria ser e fazer durante todo um trajeto de condução, a condução autónoma pode contribuir para a ocorrência de menos acidentes.

Naturalmente, que este cenário ideal ainda não é totalmente real, não obstante as milhares de horas de ensaios que quase todas as marcas têm feito e continuarão a fazer.

Infraestruturas de nova geração

Este sistema terá de pressupor igualmente que as infraestruturas de apoio ao condutor – estradas e sinais, por exemplo – sejam de nova geração, por forma a terem também capacidade de comunicar e dialogar com os veículos: dando informação e recebendo dados.

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E os veículos também terão de ter capacidade de, entre eles, “conversarem” (não nos esquecendo que haverá sempre a questão da coexistência com os carros tradicionais). Quando este cenário ficar montado ou quanto mais aproximado estiver da ideal construção teórica – e aos poucos está a caminhar-se para lá, para o designado nível 5 de condução autónoma, onde a condução é completamente automatizada – os acidentes deverão cair ainda mais.

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A probabilidade do erro humano diminuirá, até porque o condutor ficará liberto para, em segurança, se despreocupar da condução (a máquina controla essa relevante tarefa) e se ocupar de outras atividades de lazer que até aqui, quando feitas ao volante, são fator agravado de insegurança rodoviária.

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Fotos: ibtimes.co.uk, mercedes-benz, techrepublic.com, innovatefpga.com, businessinsider.com