Os efeitos das provas desportivas nos condutores

Os efeitos das provas desportivas nos condutores

Todos os amantes do desporto motorizado gostam de ver provas desportivas urbanas ou semi-urbanas. Gostam, porque o efeito envolvente é totalmente disparo daquelas que ocorrem em autódromo ou pista desenvolvida, unicamente, para tal.

Quando se assiste a uma prova de motos ou automóveis que decorra em vias, as quais, são utilizadas no dia a dia pelo comum condutor, a adrenalina de quem assiste é aumentada exponencialmente, uma vez que o ruído emitido pelos motores, os odores, o espectáculo a isso proporcionam.

 Os efeitos secundários das provas urbanas

Se nos deslocarmos a um autódromo para assistir a provas desportivas motorizadas, o estado efusivo que nos invade, quase que é dissipado naquele espaço que medeia o nosso ponto de observação e o lugar onde o nosso veículo se encontra estacionado. Desenvolvem-se três dedos de conversa, comenta-se uma ou outra situação mas, quando damos à ignição, regra geral, já estamos em níveis emocionais aceitáveis.

Já nas provas desportivas urbanas, a coisa não será tanto assim. Principalmente naquelas em que as vias onde se desenvolvem as provas desportivas estão bastante perto daquelas onde o trânsito normal continua a se desenvolver.

Quando isto acontece, muitos são os condutores que não têm capacidade de dissipar esse estado adrenalínico, o que faz com que transportem a sua histeria para o tráfego citadino. Resultado; fortes acelerações, ultrapassagens mal calculadas, travagens bruscas e em espaço limitado, etc…

O perigo aumenta, uma vez que, para além dos seus veículos não estarem equipados com material específico para competição, o que proporciona outra segurança, eles próprios, por mais que se achem, não estão treinados para desenvolver esse tipo de condução, nem o fazerem no meio de tantos veículos.

Foto¦ Freguesia Buarcos