Reagir atempadamente no trânsito

Reagir no transito

Quando estamos a conduzir, a exploração visual é demais importante para que o condutor possa perceber antecipadamente o que vai acontecer num curto espaço de tempo. Isso vai permitir ao condutor optar por acções que possam evitar conflitos rodoviários com gravidade elevada.

Quando circulamos em localidade, os obstáculos encontram-se mais perto do nosso veículo, logo a distância que dispomos para reagir é muito inferior à que dispomos quando circulamos fora de uma localidade ou até mesmo numa auto-estrada.

 Uma história real

João conduzia o seu SUV dentro de uma localidade. Apesar de saber que o local onde o fazia tinha uma velocidade limitada a 40 km/h, até porque próximo haviam cafés e um jardim, ele desenvolvia um andamento com o velocímetro a marcar os 80 km/h. O dobro do permitido, o dobro do risco.

Apesar de alertado, insistia que a velocidade que estava imposta como máxima não fazia qualquer sentido e que ele, pessoa de muita experiência de condução, facilmente conseguiria reagir ao que lhe pudesse surgir pela frente que causasse algum problema.

Ao aproximar-se de um entroncamento onde tinha prioridade, João não levantou o pé do acelerador, sempre convicto que ninguém viria ou se viesse entraria devagar, dando-lhe o direito de passar. Assim aconteceu. Na interseção ninguém surgiu, pelo que pode vence-la sem problema.

Conseguindo-o fazê-lo, não coibiu a manter a velocidade, até que o imprevisto aconteceu. Um veículo que se encontrava estacionado iniciou a marcha, atravessando-se ligeiramente á frente de João. Uma vez que circulava depressa demais, João apesar de ter conseguido reagir, não teve espaço para o fazer adequadamente.

Ou seja, guinou o volante do seu carro, mas não o suficiente para evitar o embate no veículo de António. Desse violento embate, associado à tardia guinada, o veículo de Pedro projetou-se para o sentido contrário da via, indo invadir um espaço contíguo fora da faixa-de-rodagem.

Do acidente não surgiram vitimas, no entanto houve elevados danos materiais que não foram mais elevados devido ao facto de em sentido oposto à circulação de João, naquele momento, não circular nenhum condutor, assim como no espaço contíguo não se encontrarem peões ou crianças a circular.