Acidentes de viação são primeira causa de morte a partir dos 5 anos

Os acidentes de viação que vitimam crianças e jovens até aos 19 anos têm diminuído  mas ainda são a primeira causa de morte a partir dos 5 anos de idade.

O uso de cadeirinha para o transporte de crianças ronda já os 90% e o número de crianças vítimas mortais em acidentes de viação tem vindo continuamente a baixar, contudo os acidentes de viação continuam a ser a primeira causa de morte a partir dos cinco anos, segundo explicou ao jornal i a secretária geral da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), Helena Sacadura Botte.

O jornal refere que, em 2018, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, até novembro, tinham morrido em colisões 18 crianças e jovens (contabilidade de mortos a 24 horas) – três com menos de 14 anos e as restantes 15 vítimas mortais com idades entre os 15 e os 19.

Ano        Nº de crianças e jovens mortos em acidentes de viação (até aos 19 anos)
1991   »   554

1995   »    406

2000   »   155

2005   »   153

2010   »  59

2015   »   45

2017   »   34

Fonte: INE; dados relativos a Portugal

Em declarações ao i, Helena Sacadura Botte sublinha que “as mortes por acidente rodoviário têm diminuído ao longo dos anos, mas neste momento ainda continuam a ser a primeira causa de morte a partir dos 5 anos até aos 40 anos. Era até há uns anos a partir do primeiro ano de vida, agora é só a partir dos cinco anos, porque entre o nascimento e os quatro anos morrem mais por doenças do que por acidentes”. A secretária-geral da APSI esclarece que entre os mais novos vítimas da estrada existe uma maior incidência de mortes sobre os passageiros.

No artigo do jornal i, Helena Sacadura Botte afirma que uma utilização mais cuidadosa dos cintos e dos sistemas de retenção pode fazer a diferença”, na medida em que num acidente a 45 km/hora “tudo o que está dentro do automóvel solto é projetado num choque frontal com uma força de 20 vezes o seu peso. Uma criança de 30 kg vai ficar a pesar 600 kg”.

A responsável da APSI aconselha que as crianças nunca ponham o braço por cima do cinto, pois “isso pode provocar lesões em órgãos internos como rutura do fígado ou do baço em caso de acidente”.

Fotos: Maxpixel