Alergias na condução

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Pétalas a “dançar” ao vento

 

As alergias agravam-se em função do ambiente que nos rodeia e da época do ano. A alergia afeta a visão entre outros problemas que cria. Logo, esta condição prejudica um dos sentidos basilares necessários à condução, pelo que a sua análise é pertinente quando se pretende garantir a segurança rodoviária de todos.

A época do ano onde mais ocorrem alergias está a iniciar-se. Pois é nesta altura que as plantas produzem o pólen necessário para a sua reprodução. Assim, na primavera abunda o pólen e, conforme o tipo de pólen a cada um é mais sensível, os indivíduos alérgicos sofrem. Saiba como diferenciar uma alergia duma constipação e que cuidados deve tomar para bem da segurança rodoviária.

Diferenciar uma alergia duma constipação

Os sintomas da alergia são muito parecidos aos de uma constipação. A comichão nos olhos, a congestão nasal, o lacrimejar, o incómodo da luz, os espirros constantes são os sintomas mais frequentes de alergias. Mas muitos confundem, “atacando” a alergia com “armas” direcionadas á constipação.

O resultado é que não funciona. Provavelmente fica com as defesas reforçadas contra a constipação, mas o mal de que padece naquele momento não é esse. A diferença entre a alergia e a constipação é possível de se encontrar no facto de que os sintomas alérgicos são mais fáceis de “balizar” temporalmente, como já foi referido acima.

E o outro fato é que, por norma, a alergia não provoca febre, mas provocam comichão nos olhos. Curiosamente, esse prurido melhora, ou desaparece, quando chove, mas volta a aparecer quando deixa de chover. A alergia é uma hipersensibilidade a uma determinada substância e surge quando é inalada, ingerida ou tocada. Na época primaveril, que se iniciará “oficialmente” dentro de poucos dias, a quantidade de pólenes no ar e de pessoas com sintomas alérgicos cresce.

Aos primeiros sintomas de alergia recorra a um médico para que este indique o tratamento mais adequado ao seu caso. Perceba se a sua condição permite conduzir de forma segura. Quando o médico lhe prescrever a medicação indague-o dos efeitos secundários. Assim saberá se a medicação terá influência sobre a sua capacidade de conduzir veículos na via pública.

Como reduzir os efeitos da alergia

Sabemos que as alergias deixam a visão mais propensa á fadiga e á sensação de prurido. Da mesma forma os ataques de tosse, ou espirros, por norma são associados a algum lacrimejar. O cansaço e o surgimento de dores de cabeça também diminuem a capacidade de manobrar veículos motorizados.

Para começar deve minimizar os efeitos da luminosidade com a utilização de óculos de sol. Se possível evite conduzir ao nascer e pôr do sol, pois, além do sol estar mais baixo causando mais encadeamento, é também o momento de maior concentração de pólenes.

Circule com as janelas do carro fechadas, assim impede a entrada de pólenes e outras poeiras. Certifique-se que o filtro do habitáculo está em boas condições. Aproveite e efetuem uma limpeza geral ao habitáculo. Reduza ao mínimo possível o transporte de animais de estimação no veículo.

A importância do filtro de habitáculo num automóvel é muito relevante. Pois estes filtros são bastante eficazes na proteção contra o pólen, a poeira e microrganismos tais como bactérias e fungos. Deve verificar e substituir o filtro do habitáculo de forma a voltar a usufruir de ar limpo no interior do carro.

A troca frequente deste componente é ainda “mais recomendável” caso sofra de alergias. A operação de substituição do filtro de habitáculo é das mais simples de efetuar num automóvel. Basta saber onde se localiza e comprar um filtro de substituição adequado. Todas estas informações podem ser obtidas no manual do veículo.

Como reduzir a prevalência da alergia

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O pólen é das pricipais causas das alergias

Há uma noção errada de que as alergias respiratórias são manifestações de pouca importância. Nada mais errado, aproximadamente 50% das pessoas afetadas com alergias patenteiam limitações na sua vida diária. Até na sua mobilidade e capacidade de se deslocar a determinadas zonas. Em Portugal estima-se que 3 milhões de pessoas sofrem com as alergias todos os anos.

As alergias são responsáveis por elevados custos á sociedade, pois provocam absentismo laboral e escolar. Reduzem a produtividade, condicionam a vida quotidiana da população afetada. A nível de recursos médicos, sobrecarregam especialmente as urgências hospitalares. Muitos casos, os mais graves, são objeto de hospitalização, o que consome recursos públicos, pagos por todos nós.

Uma das forma de reduzir a prevalência da alergia é praticar desporto, exceto, naturalmente, quando este está contraindicado. A atividade física melhora a resistência do nosso organismo. Uma das mais benéficas para estes casos é a natação. Como pode prevenir, ou controlar, as alergias? A ação tem que ser uma abordagem múltipla, primeiro é necessário um diagnóstico correto da fonte, ou fontes, da alergia. Depois a pessoa afetada deve evitar fatores de agravamento da mesma. Uma das fontes mais comuns é o fumo do tabaco.

Informe-se junto do seu médico da possibilidade de recorrer a vacinas antialérgicas. Para conseguir combater de forma eficaz a alergia deve seguir o plano de tratamento de forma séria. Prepare-se, saiba quando é que os pólenes estão mais ativos. A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) tem no seu site boletins polínicos nos quais avalia o risco de alergias decorrentes da presença de pólenes no ar.

Foto | Giphy, Cenczy