Aumentam acidentes com condutores idosos

idosa a conduzir -CS

No seguimento do artigo que publiquei na semana passada venho agora mostrar o porquê de ter lançado a ideia de que os condutores idosos deveriam ser proibidos de conduzir, ou pelo menos deveriam ser obrigados a fazer exames de condução para aferir com certeza se estariam aptos para a condução ou não.

Esta semana soubemos números estatísticos que dizem, no geral, que há 132 idosos por cada 100 jovens, caminhamos cada vez mais para um país de “velhos” se já não o somos, devemos por isso criar legislação mais especifica para essas pessoas, não podemos deixar que se tire a carta aos 18 anos e se passe 50 anos sem que nada seja reavaliado, mas esse tema já foi falado no artigo anterior sobre se deverão os condutores idosos serem proibidos de conduzir.


Esta semana vamos analisar um aumento de acidentes com idosos ao volante registado pela GNR, algo que também já preocupa as várias entidades responsáveis. A GNR diz que há razões para ponderar uma idade limite para a condução e considera preocupante o número de idosos – causadores e vítimas – envolvidos em acidentes rodoviários.

O chefe da Divisão de Trânsito e Segurança Rodoviária do Comando Geral da GNR, o Coronel Barão Mendes, diz que há razões para encarar a sério a relação dos mais velhos com a estrada.

Os casos de idosos que entram em contramão nas autoestradas são apenas a face mais visível deste problema. Outra é que metade dos peões que morrem atropelados têm mais de 65 anos. A GNR diz que é preciso acompanhar os conhecimentos e capacidades de quem anda na estrada.

Este responsável da GNR diz que, em função do número de acidentes, talvez seja de ponderar o estabelecimento de um limite à idade máxima para conduzir.

Idosos e acidentes -CS

A Associação Portuguesa de Avaliação do Dano Corporal é outra das entidades. O presidente, Duarte Nuno Vieira, diz que é preciso estudar os efeitos do envelhecimento da população nos acidentes na estrada.

A Associação de Cidadãos Automobilizados considera que o problema tem de ser encarado de forma diferente. O presidente diz que, no caso de quem conduz, importa tornar mais eficaz a aplicação da legislação que já existe e melhorar a sinalização nas autoestradas.

Quanto aos atropelamentos, João Manuel Ramos, aponta responsabilidades repartidas entre quem tem governado as câmaras municipais.

O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) está de acordo e responsabiliza as autarquias nos casos de atropelamentos de idosos, nomeadamente pela má escolha dos locais onde são colocadas passadeiras.

Quanto aos que conduzem, Carlos Barbosa diz que não faz sentido impor uma idade limite para circular, a reposta tem de ser outra, a começar pela qualidade da sinalização nas autoestradas.

Veja agora este exemplo que não deve claro ser generalizado:

Fontes | TSF, Diário de Notícias