Conduzir no limite da capacidade física

Conduzir com cansaço

A condução, não sendo uma actividade difícil de executar, tão pouco é algo de fácil desenvolvimento. Se pensarmos com clareza e discernimento, iremos verificar que o acto de conduzir não é nada mais do que um conjunto de actividades motoras e mentais que vão trabalhando entre si. Denominam-se de capacidade física e psicológica.

O que acontece é que, com a experiência, os condutores vão desenvolvendo rotinas que lhes vão permitir desenvolver a actividade da condução, em muitos processos, através do seu subconsciente. Isso faz com que a condução pareça uma tarefa fácil de executar.

Os riscos inerentes ao excesso

Tal como acontece no desenvolvimento de outra qualquer actividade, também na condução o individuo que a desenvolve tem um período onde física e mentalmente se encontra capaz e em perfeitas condições. No entanto, também tem um período onde o cansaço marca a sua presença, limitando a capacidade.

Acontece que em grande parte dos casos, os condutores t~em enormes dificuldades de perceberem que estão envolvidos nessa fase de cansaço e insistem em não proceder ao repouso exigido para estabilidade dos níveis de qualidade, ou seja boa capacidade física e mental.

E como tal acontece, somos confrontados tantas e tantas vezes com acidentes rodoviários cuja compreensão está longe de qualquer analista rodoviário, uma vez que a envolvente do acidente não proporciona nenhuma pista capaz de o explicar. E essa explicação é simples… cansaço, sonolência, muculos entorpecidos e cansaço mental.

Este último leva ao surgimento de uma abstração em relação ao meio envolvente, desconcentração, falta de acuidade visual e perda  de percepção. Assim, devem os condutores perceber que é importante e determinante para a segurança rodoviária, ou seja para cada um de nós, que repousar é não conduzir no limite da condição física.

Só desta forma poderemos, realmente, diminuir a sinistralidade rodoviária que, em Portugal, continua a ser elevada e com tantas consequências de dor, tantas vezes não contabilizada, para milhares de pessoas e famílias.