Consequências emocionais de um acidente rodoviário

Consequências emocionais de um acidente rodoviário

Um acidente rodoviário tem consequências que vão muito mais além do simples e triste espectáculo que a chapa batida apresenta no local da ocorrência. Tem consequências emocionais que nunca são qualificadas e jamais poderão ser quantificadas.

Se pararmos e analisarmos os mais diversos acidentes rodoviários que se vão dando ao nosso redor, podemos verificar que muitas são as pessoas que apresentam sinais evidentes de transtorno após a situação se dar.

O que fazer no pró-acidente

Aconteceu, há cerca de uns quinze anos, comigo, quando estava a ministrar uma lição de condução, onde o aluno conduzia na sua segunda aula, um automóvel ligeiro descomandado veio embater, lateralmente e em sentido contrário, na nossa viatura.

Subíamos a rua, o pavimento estava molhado, logo escorregadio. Estávamos a circular em curva quando, de súbito, em sentido oposto, surgiu um veículo com a traseira a derrapar, indo embater lateralmente no nosso carro, desfazendo-nos a lateral. Com este impacto esse veículo tomou a sua trajectória, indo embater de frente no automóvel que circulava nas nossas traseiras.

Um acidente, podemos todos dizer. No entanto, mais do que um simples acidente, onde felizmente não houve feridos, surgiram outros problemas; o meu aluno, que já por si apresentava algumas dificuldades sociais, criou ao seu redor uma barreira que o impedia de olhar a condução de uma forma segura.

O acidente teve a presença da polícia que avaliou o ocorrido, foi participado ao seguro, o qual procedeu à reparação da viatura, mas ninguém se preocupou em saber como tinha ficado o aluno que, sendo uma pessoa inexperiente, ficou deveras afectado pelo ocorrido.

Inicialmente, após o acidente rodoviário, não aceitava voltar a conduzir, o que fez com que eu tivesse que desenvolver um estratagema que levasse o aluno a voltar às aulas de condução. Apesar de ter demorado algum tempo, o aluno voltou à aprendizagem e hoje, felizmente, é um condutor mais consciente e atento.

Foto¦ La Republique