Dispositivo de controlo de álcool

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O que pensaria se fosse convidado, ou obrigado, a usar uma pulseira que permite confirmar o consumo de alcool e saber permanetemente qual o grau de alcoolémia que atinge no seu corpo ao longo de um determinado tempo?

Ao ler a descrição deste dispositivo até parece um adereço do filme 1984, de George Orwell, mas existe já há alguns anos uma pulseira que pode transmitir com regularidade, para as autoridades, o seu grau de alcoolémia.

A colocação indicada para a dita pulseira geralmente é no junto do tornozelo, tal e qual as chamadas “pulseiras” eletrónicas usadas por outras entidades por outros motivos. Segundo um utilizador que tem um destes dispositivos colocado na perna esquerda afirma que “nos primeiros testes sente-se alguma oscilação, mas rapidamente como quando se usa um relógio, esquece-se que está lá”, estas declarações foram feitas à Euronews.

A fim de verificar o bom funcionamento um individuo aceitou testar a eficácia do gadget, dirigindo-se a um bar para beber uma cerveja. Enquanto bebia afirmou que “Não vibra enquanto se bebe, mas sei que envia informações de meia em meia hora”.

Basicamente esta pulseira serve para confirmar que o que determinada pessoa se propõe a fazer é realmente cumprido, resumindo a pulseira não diz para parar de beber, mas ao analisar constantemente o nível de álcool e enviar os resultados para um local onde é monitorizado, limita as hipóteses de afirmar que determinado individuo não voltou a consumir álcool quando o fez.

O que permite este tipo de monitorização?

Allen Tuller, da Scramx, fabricante da pulseira informa que analisando um registo é possível, por exemplo, verificar que determinado individuo “começou a beber por volta das 10h da noite, o pico deu-se à meia-noite, no ponto 192 do TAC e depois o corpo processou o álcool de volta a zero, por volta das 7h da manhã seguinte.” Assim não existem dúvidas do grau de intoxicação a cada momento.

Os sensores da pulseira traçam os níveis de álcool através de análise do suor e da temperatura da pele. Segundo Claire George, Toxicologista: “Esta é uma tecnologia comprovada e testada e as informações que vimos durante a experimentação eram muito boas.”

Um outro caso de uma utilizadora deste dispositivo é uma mãe de dois filhos, que usa a pulseira há 3 meses, depois do tribunal ter ameaçado tirar-lhe a guarda dos filhos, se o problema com a bebida continuasse.

O dispositivo foi eficaz para provar que deixou o consumo de álcool. Muitos outros casos podem igualmente beneficiar com este mecanismo de autorregulação, permitindo que cada individuo seja realmente responsabilizado pelo que faz e não sendo necessário o recurso a testemunhas. No caso da condução servirá exactamente para comprovar a abstinência de algum condutor reincidente na condução sob a influência do álcool.

Foto | Scramx