Distância de segurança é essencial à boa circulação rodoviária

Distância de segurança é essencial à boa circulação rodoviária

Já foi aqui debatida a temática distância de segurança, no entanto nunca é demais alertar para o facto dela ser essencial à segurança rodoviária e boa circulação e fluidez do tráfego automóvel. Afinal, se o condutor não aguardar uma distância de segurança adequada, poderá ver-se envolvido numa situação de conflito que poderia ser evitada.

Não será preciso ir muito longe para o leitor verificar do que se está a abordar. Vá até a uma via de tráfego, aguarde uns momentos e, ao ver passar duas ou mais viaturas, irá verificar que as mesmas, certamente, transitam muito perto umas das outras. Diria mesmo, excessivamente perto umas das outras.

A necessidade de avaliar adequadamente a sua distância de segurança

Por norma, ainda que inconscientemente, os condutores transitam demasiado perto do veículo que o precede.  Este comportamento é um factor de risco elevado e fortemente potenciador de sinistralidade rodoviária. Isso, por diversas razões que, ainda que diferentes, associadas entre si.

Quando avaliamos a distância de segurança que nos separa dos outros, nomeadamente daquele que transita à nossa frente, deveremos ter em consideração diversos factores; velocidade, tipo de veículo, estado do pavimento, condições atmosféricas, entre outros.

Assim, e mesmo que o condutor julgue que tem o melhor automóvel ou motociclo do mundo ou que seja um excelente condutor, deve sempre avaliar outras possibilidades. Muitas são as vezes em que nos vemos envolvidos em situações inesperadas, onde o condutor que nos precede travou subitamente. Essa acção, não programada pela nossa avaliação momentanea, irá fazer com que não reajamos adequadamente ou atempadamente a essa realidade. Se a distância de segurança não for a ideal, facilmente entramos em choque.

Podemos sempre alegar que a culpa é do outro condutor, é verdade, que travou subitamente, mas não nos ilibamos da nossa quota parte, uma vez que não idealizamos e não nos prevenimos dessa possibilidade. Se na realidade estivéssemos com uma distância de segurança adequada, teríamos espaço entre o nosso veículo e o outro para actuarmos sem que existisse acidente. Ao não o fazermos temos, em parte, alguma responsabilidade no ocorrido.

Depois, veem os problemas. Veículos imobilizados na faixa de rodagem, muitas vezes impedindo a boa fluidez do tráfego, veículos danificados que não se podem deslocar pelos próprios meios, indivíduos feridos ou mortos, gastos acrescidos com prémios de seguros, entre outras chatices como coimas aplicadas e sanções acessórias a cumprir.

O Circula Seguro sugere que, quando circular, aguarde uma distância de segurança capaz de lhe proporcionar espaço para actuar em conformidade, se algo de estranho acontecer à sua frente. Boa viagem.

Foto: Mira on-line