Distração ou incompetência rodoviária social?

Distração ou incompetência rodoviária social?

A questão que se deve colocar é mesmo esta; Distração ou incompetência rodoviária social? Sim, porque o que se assiste cada vez mais, n~~ao pode, se modo algum tratar-se de uma distração, mas sim de uma falta de respeito brutal pelos seus pares, ou seja, uma total incompetência social associada ao meio rodoviário.

Sabemos que cada vez mais a arrogância de muita gente é uma barreira à boa prestação de um comportamento que se adeque com a harmonia rodoviária e social. Seja na prática de uma condução segura, com manobras ajustadas, tempos pensados, riscos ponderados, seja mesmo quando estão estacionados.

Que fazer com a incompetência rodoviária social dos condutores?

Sabe-se que o estacionamento como está apresentado na imagem é um estacionamento proibido, apesar se estar efectuado em local devidamente demarcado para o efeito. Neste caso, para além da condutora desta viatura ser autuada, o veículo deveria ser rebocado e retirado de um lugar onde está a condicionar o estacionamento de outra viatura.

Mas mais do que autuar uma condutora que não respeita o espaço dos demais condutores e rebocar-lhe o veículo, obrigando-a posteriormente ao pagamento de taxas de aparcamento, reboque, etc…, esta condutora deveria ser envergonhada, pela sua postura arrogante e egoísta.

Se tal acontecesse, os condutores que apresentam incompetência rodoviária ao nível social, e aqui não se direcciona a questão para a segurança rodoviária, mas sim para a capacidade de cada um de nós perceber que não somos donos e senhores do espaço, mas que sim, ele é pertença de todos, iriam perceber isso mesmo e limitar-se à sua insignificância global e não olhar apenas para o seu umbigo, como centro do universo.

Enquanto não se actuar sobre estas pessoas que procuram de forma egoísta o destaque dos demais, vamos continuar a assistir ao desabrochar da incompetência rodoviária social, ao desdém de uns pelos outros e aos conflitos entre condutores.

Impõe-se alertar os condutores para o facto de estarem atentos aos espaços que utilizam para estacionar, não condicionando o reservado a determinados condutores, nem a ocupação desmedida de todo o espaço, numa largura psicológica incompreendida.