Histórias reais em que a distração provocou acidentes fatais

Campanha de choque no Canadá mostra casos reais de como a distração ao volante foi fatal em inúmeras situações.

Para chamar a atenção das pessoas para a importância de prestarem atenção àquilo que fazem quando estão no ambiente rodoviário, seja a conduzir, seja a andar a pé ou de bicicleta, no Canadá foi lançada uma campanha “A arte da distração” que conta histórias trágicas (a maioria fatais) que exibe objetos (alguns reais ou outros recriados, mas sempre relativos a situações verdadeiras) retirados de locais em que se verificaram acidentes quase todos mortais nas ruas de Toronto.

A campanha chama a atenção para a segurança nas estradas e visa influenciar comportamentos mais seguros e menos distraídos durante a viagem.

A campanha foi apresentada em várias plataformas. Além dos elementos de campanha tradicionais, incluindo cartazes em paragens de autocarros, rádio, televisão e redes sociais, foram criadas cinco instalações que exibem objetos diversos encontrados após colisões que ocorreram entre automobilistas, peões e ciclistas distraídos.

Esses artefatos são acompanhados por cartões que identificam o item e contam histórias de tragédia, perda e tristeza.

Pela originalidade e pela relevância do tema, queremos partilhar com os leitores do Circula Seguro esta interessante campanha.

São 9 histórias reais.

Violet, de 14 anos, estava a caminhar para a escola no seu primeiro dia do 10º ano, quando a sua jovem vida chegou tragicamente ao fim numa das ruas de Toronto. Violet estava a atravessar a faixa quando foi atingida por alguém a conduzir um camião de construção, que virava à esquerda. Apesar dos esforços desesperados para salvá-la, Violet foi declarada morta no local.

 

 

 

 

 

 

 

 

Gary, de 70 anos, estava a andar de bicicleta quando foi atropelado por um veículo que estava a tentar fazer uma curva à direita na entrada de um estacionamento numa praça. Gary nunca recuperou a consciência. Gary era um defensor da comunidade de ciclistas, muitas vezes twittando sobre tudo, desde neve em ciclovias até segurança na estrada. A sua família decidiu enviar uma mensagem final no Twitter para os seus seguidores: “#BikeTO this is my last tweet as I pedal my ghost bike with you all. I was struck down while riding and did not survive #sharetheroad” [#BikeTO este é meu último tweet enquanto eu pedalo a minha bicicleta fantasma com todos vocês. Eu fui derrubado enquanto andava e não sobrevivi #sharetheroad]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Erica, mãe de três crianças, estava a fazer um treino com cães de serviço num um dia claro e luminoso, quando parou e esperou para atravessar um cruzamento. De repente, um condutor desviou-se da estrada, galgou o lancil, bateu num poste de autocarro, derrubou um sinal de trânsito preso ao chão e acertou em Erica. Um peão tentou salvá-la e segurou Erica enquanto ela morria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Edouard, recentemente aposentado, andava de bicicleta perto da sua casa quando foi atingido e morto por alguém que conduzir um veículo. Edouard tinha prioridade na passagem e estava a atravessar a faixa quando o veículo passou o vermelho. O impacto foi tão grave que a esposa e a família de Edouard não puderam doar os seus órgãos, algo que ele havia solicitado no seu testamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tom, de 35 anos, um professor local do ensino básico, estava a andar de bicicleta quando foi atingido por alguém que conduzia um veículo, projetado contra outro veículo que lhe acertou uma segunda vez. O condutor do primeiro veículo fugiu do local. No dia em que Tom foi morto, a polícia entregou à esposa uma sacola de papel contendo as chaves, a carteira e a aliança de casamento de Tom. Esses itens são uma amostra de quem ele era para nós e representam tudo o que perdemos, disse a sua esposa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marr, de 90 anos, estava a atravessar a rua numa passadeira quando foi atropelada. A pessoa que dirigia o veículo fugiu da cena do crime e depois entregou-se à polícia. O condutor, que haveria de ser condenado em tribunal, estava a virar à direita com um sinal vermelho quando Marr foi atingida. Marr morreu dois dias depois com ferimentos internos severos. A sua bolsa caiu do ombro durante o impacto quando foi atropelada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jessica estava a andar de bicicleta quando um condutor ao volante de um SUV lhe bateu e a fez voar pelo ar. A colisão fraturou-lhe a coluna, rasgou-lhe os ligamentos ao longo das articulações do lado esquerdo do corpo e deixou-a com uma lesão cerebral que causa a perda de memória a curto prazo. Logo após o acidente, complicações graves relacionadas como coágulo sanguíneo quase mataram Jessica pela segunda vez. Jessica continua a viver com os efeitos dos seus ferimentos todos os dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Kristy Hodgson estava a passear os seus dois cães durante a tarde, quando uma pessoa num carro entrou pela ciclovia adentro, galgou o lancil prosseguiu a sua marcha descontrolada durante quase 20 metros e bateu nela, matando Kristy e um dos seus cães. O condutor disse que tirou os olhos da estrada por apenas um segundo, enquanto tentava apanhar uma garrafa de água que estava caída.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Richard estava a caminhar no passeio quando um carro, que saía de um estacionamento, embateu nele. Richard contou que o condutor estava a enviar mensagens com o telemóvel no momento do acidente. Richard foi derrubado e a sua mochila fixou presa à matrícula do carro no momento em que ele caía. Richard ficou apenas com ferimentos, mas o que aconteceu com Richard acontece com demasiada frequência nas nossas ruas.