A influência do álcool

alcool

Está provado cientificamente que o álcool provoca alteração da coordenação motora e diminui os reflexos. Quando sob influência de álcool, ou de qualquer outra substância psicoativa, é considerada uma infracção e impedimento para conduzir veículos. Na fiscalização, o condutor é submetido a testes de alcoolemia por aparelhos homologados.

Aos olhos da lei, um condutor está bêbado quando tem mais de 0,5 grama de álcool por litro de sangue, um pouco mais de duas latas de cerveja para uma pessoa que pese cerca de 70 quilos. Neste cálculo deve-se levar em conta o metabolismo individual. Saiba o que significa isso em bebidas, por tipo e doses.

Graus de gravidade das infracções

A condução sob influência de álcool, quando a taxa de álcool no sangue for igual ou superior a 0,5 g/l e inferior a 0,8 g/l, constitui uma contra-ordenação grave. Caso esteja compreendida entre os 0,8 g/l e os 1,2 g/l, a contra-ordenação cometida é muito grave. Caso a taxa de álcool no sangue seja igual ou superior a 1,2 g/l já é considera-se crime, sendo punido com pena de prisão até um ano.

Segundo alguns estudos, para um individuo do género masculino e com aproximadamente 70 quilos, o corpo tem tendência a comportar-se da forma descrita abaixo, com determinadas quantidades e tipos de álcool.

A influência do álcool

  • Um copo de cerveja ou uma taça de vinho: 0,2 g/l – O indivíduo fica um pouco mais confiante, mas ainda está em condições de conduzir. O volume de álcool não é suficiente para causar alterações neurológicas.
  • Uma dose de uísque ou um copo de cerveja: 0,3 g/l – A noção da distância e da velocidade fica alterada. Um carro que parece longe pode estar um pouco mais perto do que você julga.
  • Duas taças de vinho ou dois copos de cerveja: 0,4 g/l – Os reflexos ficam comprometidos e o indivíduo perde a capacidade de responder rapidamente a situações de perigo, por exemplo, demora mais para desviar de um obstáculo inesperado
  • Duas doses de uísque ou duas latas grandes de cerveja: 0,6 g/l – Sensação de euforia. O indivíduo perde a noção de perigo. O risco de acidentes duplica nestas circunstâncias.
  • Quatro taças de vinho ou quatro copos de cerveja: 0,8 g/l – Sensação de calor e rubor facial, perdendo muita coordenação motora e a noção dos detalhes. Ainda consegue conduzir, mas as suas reacções erráticas e muito mais lentas.
  • Quatro doses de uísque ou quatro latas grandes de cerveja: 1,2 g/l – O indivíduo está intoxicado. Não consegue fazer o raio correto de uma curva, nem seguir na sua faixa de forma correta.
  • Cinco latas de cerveja ou uma garrafa de vinho: 1,5 g/l – Você é incapaz de se concentrar no trânsito. Perde a memória e a capacidade de julgamento. Está a um passo de adormecer ao volante ou entrar em coma alcoólico.

Após a ingestão de bebidas alcoólicas, o processo de absorção inicia-se de imediato e o álcool entra directamente no sistema circulatório, atingindo rapidamente o cérebro, afectando as capacidades cognitivas e perceptivas do condutor, em especial a visão e a audição.

O álcool reduz o campo visual, a capacidade de exploração visual, provoca a visão dupla e redução da capacidade de readaptação após encandeamento. Também afecta a capacidade de reacção, aumenta a descoordenação motora e a capacidade de avaliação das distâncias, promove a tendência para a sobrevalorização das capacidades e, consequentemente aumenta o risco de acidente.

O ideal é nunca conduzir depois de beber, ou nunca beber se for conduzir. Caso saiba que ultrapassou o limite, deixe o seu carro estacionado e chame um táxi, sai mais barato e especialmente muito mais seguro.

Foto | I.E.