Mesmo que tenhas acne não largues nunca o volante!

Acne

Quando falamos de problemas de saúde que afectam a condução, normalmente pensamos em assuntos com um certo peso, como problemas relacionados com a visão ou com a audição, a lentidão dos reflexos ou qualquer outra circunstância grave que supõe um entrave para realizar outro tipo de actividades de risco, por exemplo, ter sofrido um enfarte.

No entanto, existem outras doenças muito menos graves que passam despercebidas, quando se fala da sua relação com a segurança rodoviária, isto é, a maioria dos indivíduos não tem noção de que também podem ter o seu grau de perigosidade enquanto se exerce a actividade da condução. Não é necessário causar alarme, mas convém ter presente alguns pontos para evitar problemas futuros. Um exemplo desta situação seria o acne e como o condutor que padece de tal se poderia descuidar na sua tarefa e a sua atenção da via de trânsito ou do ambiente rodoviário, para se concentrar na sua pele.

Embora o acne não seja uma doença muito grave, a aparência que a pele assume causa preocupação, e por vezes até mal estar, àqueles que o padecem. Por este motivo, uma pessoa que sofre de acne tende a cobrir ou a disfarçar as zonas da pele afectadas com maquilhagem ou determinado tipo de cremes, aproveitando qualquer momento ou situação do dia a dia para o fazer. A proximidade entre um automóvel e um semáforo vermelho convertem-se na situação ideal para tal, isto é, pegar no pincel de maquilhagem ou no tudo de creme e começar o tratamento ou a tapar as imperfeições da pele.

Qual é o problema desta situação? A qualquer momento o semáforo pode alterar para verde e começa o tumulto. As mãos estão ocupadas, muitas das vezes pegajosas, o tubo do creme está sobre o colo e, a qualquer momento, começam a soar buzinas dos automóveis que estão atrás e que querem avançar. É um momento de nervos para o condutor em questão. Provavelmente o tubo de creme vai cair enquanto o condutor se põem em marcha. É de relembrar que o tubo pode ir parar, muito facilmente, debaixo dos pedais criando, assim, uma situação ainda mais perigosa. E ainda, sempre que a tampa do creme cai, o condutor tem tendência a segui-lo com o olhar para descobrir onde vai parar e, se for possível, fazer todo o tipo de posições para lhe chegar e tentar recuperá-la, para não se perder.

É um bom cenário de distracção dos condutores. Enquanto toda esta situação se dá, o automóvel está em andamento e percorre cerca de 14 metros por cada segundo que passa. Nestas condições e em ambientes muito dinâmicos, como é o de uma via urbana, a probabilidade de se sofrer uma colisão, tanto com outro automóvel ou com um peão, é bastante elevada.

Uma primeira recomendação seria deter a marcha do veículo (vigiando sempre o tráfego) antes de realizar este tipo de actividades que são bastante distractoras na tarefa da condução. O conselho seguinte é recordar que enquanto conduzimos, as duas mãos devem permanecer no volante em todo o momento, excepto quando temos de mexer na manete das mudanças para alternar a mudança, nos indicadores de mudança de direcção, entre outras.

Ou seja, ambas as mãos devem permanecer no volante mas, se de repente temos de realizar outra tarefa em simultâneo, deve manter-se apenas uma no volante, enquanto a outra realiza a tal tarefa. Se, por outro lado, temos o hábito de manter as duas mãos no volante, a necessidade de passar os dedos na cara a toda a hora será quase nula.

Na verdade, no caso do acne, os médicos aconselham vivamente a não estar constantemente a tocar nas zonas afectadas e a não colocar cremes para disfarçar essas zonas (excepto os cremes específicos para o tratamento) para evitar o agravamento da doença. Um tratamento adequado e uma higiene correcta, incluindo a prévia lavagem das mãos sempre antes de se mexer na pele, são a forma de fazer frente a esta doença que afecta a pele de tantas pessoas. O restante pode ser uma preocupação que pode dispensar e, quando a pessoa está ao volante com estas distracções, cria um risco desnecessário para si e para os demais utentes da via.

Foto | Caitlin Regan