Motos e curvas (5): Continuamos a melhorar o nosso traçado e a circulação rápida

Traçado - Motos e curvas - A twist of the wrist

Como referimos no quarto capítulo deste especial baseado nos vídeos da Bíblia das Curvas, é muito importante escolhermos uma trajetória que nos permita enfrentar as curvas com a máxima segurança possível, sobretudo em estrada aberta, onde podemos encontrar curvas que não conhecemos. Dizíamos que o nosso ponto de abordagem deve ser o mais tardio possível de forma a podermos entrar conhecendo a maior parte do traçado da curva e, assim, escolher um ponto de contacto com o interior da curva de forma correta, que evitará que saíamos demasiado por fora da curva.

Mas para poder realizar esta gestão da curva é condição essencial que sejamos capazes de virar a moto para introduzi-la na curva o mais rapidamente possível em função do tipo de moto, velocidade e condições de aderência ao asfalto. A transição da posição vertical para a posição de máxima inclinação para gerir a curva deve ser o mais rápida possível.

Logicamente, se aumentamos a velocidade de entrada numa curva, a nossa velocidade de viragem deve aumentar proporcionalmente senão ver-nos-emos obrigados a sair pelo exterior da curva. Isto revela-se de especial importância quando nos deparamos com trajetos com curvas seguidas, já que a mudança de direção de uma para a outra será muito importante para não ter que retificar quando já for tarde demais.

Traçado - Motos e curvas - A twist of the wrist

Como começamos a virar suficientemente tarde com o objetivo de ver grande parte da curva, na maior parte dos casos seremos capazes de saber que temos logo a seguir outra curva para o outro lado um pouco antes ou no mesmo instante que estamos a passar pelo interior da curva. Isto nos permitirá tomar a melhor decisão no que toca ao controlo do acelerador e qual será a velocidade de circulação que devemos transmitir à moto.

Outra das vantagens de manejar a moto rapidamente para gerir uma curva é que o tempo que permanecemos no ponto de máxima inclinação é menor e, com isso, as possibilidades de ir ao chão por uma perda de aderência também diminuem. Por isso, é muito importante, como vimos nos capítulos anteriores, posicionar-se corretamente na moto, e antes de entrar na curva, para que esta esteja o mais estável possível.

Outro tipo de curva que é necessário praticar é a sucessão de viragens para o mesmo lado. A melhor maneira de as abordar é manter o acelerador ligeiramente aberto depois de sair da primeira curva e enquanto gerimos a segunda, evitando desacelerar ou acelerar bruscamente. Se fizermos isto, a única coisa que conseguiremos é deslocar o peso para a roda dianteira quando estivermos inclinados, podendo sofrer uma queda.

Vamos para onde olhamos

Traçado - Motos e curvas - A twist of the wrist

Este assunto já tinha sido abordado quando nos debruçamos sobre as reações de sobrevivência. Onde quer que fixemos o nosso olhar, é para lá que conduziremos a nossa moto. Por isso, para abordar uma curva devemos saber exatamente para onde fixar o nosso olhar para passar por ela com toda a segurança, conseguindo desfrutar tanto da moto como da estrada.

Quando nos aproximamos da curva, procuramos esse ponto de viragem tardia que tanto esperamos. Justamente quando estamos prestes a alcançá-lo, direcionamos o olhar para o interior da curva, para o ponto para o qual nos queremos dirigir, para poder delineá-la. Viramos a moto o mais rapidamente possível e, então, fixamos o olhar no exterior, enquanto aplicamos as técnicas de controlo da aceleração.

Será com este último redirecionamento do olhar que conheceremos aquilo com que nos iremos, posteriormente, deparar: se uma reta, uma curva para o outro lado que nos obrigará a procurar um novo ponto tardio de entrada e a fazer uma rápida viragem da moto ou, por último, uma curva para o mesmo lado.

Vejamos tudo isto de novo com exemplos gráficos na quinta parte do vídeo:

Foto | Repsol Media
Em Circula Seguro | A twist of the wrist