Natal e Ano Novo com 10 mortos nas estradas nacionais

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No conjunto das duas operações de fiscalização de trânsito montadas pela Guarda Nacional Republicana (GNR) no Natal e no Ano Novo foram contabilizados 1791 acidentes, que provocaram 10 mortos, 29 feridos graves e 638 feridos ligeiros.

Os militares da GNR empenhados nesta operação, tiveram como prioridade a prevenção da sinistralidade rodoviária, garantindo a fluidez do tráfego e apoio a todos os utentes das vias, no sentido de lhes proporcionar uma deslocação em segurança. E à semelhança de anos anteriores, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) lançou a sua Campanha de Natal e Ano Novo, este ano integrada na “Operação Festas Seguras 2017”, conjuntamente com a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública.

Operação “Natal Tranquilo” – Resultados

A operação “Natal Tranquilo” da GNR decorreu de 22 a 26 de dezembro, em todo o território nacional. O patrulhamento rodoviário incidiu especialmente nas vias tradicionalmente de maior tráfego na quadra natalícia, resultante das deslocações de inúmeras pessoas dos locais de residência habitual para as suas regiões de origem.

Durante a operação “Natal Tranquilo” registaram-se:

  • 933 acidentes;
  • Sete mortos;
  • 19 feridos graves;
  • 299 feridos leves.

Relativamente às infrações, neste período, foram registadas:

  • 2 825 por excesso de velocidade;
  • 308 por condução sob a influência do álcool, dos quais, 93 com taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l.
  • 211 por utilização indevida do telemóvel durante a condução;
  • 196 pela incorreta ou não utilização do cinto de segurança.

Operação “Ano Novo” – Resultados

Entretanto, a GNR, de 29 de dezembro de 2017 até 2 de janeiro de 2018, intensificou o patrulhamento e a fiscalização rodoviária nos itinerários de e para os locais associados às festividades do Ano Novo, bem como a presença física nesses locais, com o objetivo de reforçar a segurança e prevenir a ocorrência de acidentes rodoviários.

Durante estes quatro dias de operação e, comparativamente a igual período de 2016, no que diz respeito à sinistralidade rodoviária, a GNR, na sua área de responsabilidade registou:

  • 858 acidentes (menos 84);
  • Três mortos (menos quatro);
  • Dez feridos graves (menos oito);
  • 339 feridos leves (mais 62).

No que concerne à fiscalização rodoviária, a GNR, no âmbito da operação, registou os seguintes autos de contraordenação:

  • 2 392 por excesso de velocidade;
  • 720 por condução sob a influência do álcool, dos quais 225 detidos com taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l;
  • 322 por falta de inspeção periódica;
  • 251 por anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização;
  • 201 por utilização indevida do telemóvel durante a condução;
  • 187 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório;
  • 183 pela incorreta ou não utilização do cinto de segurança;
  • 12 motociclistas por não utilização de capacete.

Em face desta mortalidade rodoviária e em declarações à Rádio Renascença, Manuel João Ramos, responsável da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), entende que o Governo está a falhar: “Como agora se diz em relação aos incêndios de verão ‘o Estado falhou’, temos de dizer o mesmo em relação à segurança rodoviária. O Estado falhou e o Estado continua a falhar na defesa dos direitos e da defesa dos cidadãos”.