Os períodos quentes requerem dos condutores cabeça fria

Os períodos quentes requerem dos condutores cabeças frias

Estamos na época oficial de incêndios e isso quer dizer que, cada vez mais, ao longo dos próximos dois meses, a circulação de condutores de viaturas de fogo em serviço de urgência vai ser em maior número e maior intensidade.

Acontece que, em grande parte das localidades, os quarteis das corporações de bombeiros, sejam eles voluntários ou municipais, encontram-se no interior das localidades, o que só por si cria um problema a esses condutores; depararem-se com intensidade de veículos, estes civis e com condutores, muitas vezes, despreocupados com o real período que se atravessa.

Um comportamento inofensivo pode condicionar o socorro

A época de verão proporciona ao transito situações distintas de comportamentos dos condutores que ocupam o espaço público. Se por um lado são as férias que trazem para a estrada mais veículos, de famílias, essencialmente, que se deslocam para locais diferentes àqueles de movimentação habitual, por outro é o aumento de veículos de combate a incêndios, sejam eles urbanos ou florestais.

Se quem vai de férias o faz no sentido de poder gozar dias de tranquilidade, relaxamento e recuperação de forças, quem conduz veículos de combate a incêndios, fá-lo no sentido de conseguir um socorro rápido, eficaz e com a maior eficiência possível.

Acontece que, os dois lados não são, de todo, compatíveis, uma vez que se encontram em extremos distintos. Coloca-se a questão; ainda assim, não poderão cooperar um com o outro? Ou seja, não poderão estar ligados ao bem comum? A resposta é positiva. Sim podem!

Então, uma vez que neste época do ano a frequência de condutores de viaturas de combate a incêndio é maior, devem os condutores civis, em período de férias ou não, adoptar comportamentos que não condicionem a circulação de quem se desloca em socorro de terceiros.

Exemplos de comportamentos a evitar são, o mau estacionamento, que pode condicionar o espaço. Não nos devemos esquecer que existem viaturas bem mais largas do que aquela que conduzimos e que ela pode necessitar ter de passar na rua onde estamos estacionados.

Outro exemplo prende-se com as distâncias de segurança entre veículos. Devemos garantir espaço para que outros possam circular sem que tenham de condicionar a sua integridade ou a dos demais utilizadores.

Devemos ainda perceber que dentro das localidades existem bombas de incêndio, as quais poderão ter de ser utilizadas para abastecimento dos veículos dos bombeiros. Assim, é crucial que, em períodos quentes hajam condutores com cabeça fria.

Foto¦ Espinho Alerta