Os principais perigos à espreita dos jovens condutores

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Os jovens condutores são aqueles que terão mais tendência para se envolverem em acidentes rodoviários. Os motivos são vários, mas há dois que são fulcrais: a falta de experiencia e o excesso de confiança. Estes dois fatores em conjunto são uma mistura explosiva.

Começando por um dos motivos acima mencionados, a falta de experiência de conduzir aliada ao fato de estar envolvido no meio do tráfego, somando a pressão de a qualquer momento fazer uma manobra inesperada ao facto de ter a habilidade de estacionar rapidamente sem criar entropias ao fluxo de trânsito regular, todos estes fatores criam pressão e stress sobre todos os condutores, essa pressão aumenta no caso dos jovens condutores.

Com a experiência adquirida ao longo dos primeiros meses de condução, com o acumular de quilómetros, a pressão vai-se dissipando, originando outro fator que também afeta estes condutores: o excesso de confiança. Neste caso a autoconfiança é superior ao receio de conduzir, mas tão problemática como a primeira, pois se no primeiro caso a falta de habilidade é o problema, agora é a ilusão de saber fazer tudo bem, quando na verdade a experiência acumulada ainda não ajudou a aprimorar totalmente as habilidades de condução.

Esse excesso de confiança advém da falta de sentido crítico da maior parte dos condutores recém-encartados, agravado pelo facto de geralmente serem jovens. Existe outra ideia que os jovens tendem a assumir, o gosto pelo risco, quanto mais jovens são os condutores, maior o ímpeto e a falta de limites relativos a tudo, inclusivé à segurança.

A idade da busca de adrenalina

A procura de sensações fortes, a vontade de se desafiar constantemente e tentar ultrapassar os próprios limites é próprio da juventude, quando confrontados com leis e regras, a atitude, raras exceções, mantêm-se, daí a falta de respeito pelas regras de trânsito, pelos limites de velocidade na estrada, pelas regras de prioridade e tudo o mais que é imprescindível à convivência no trânsito.

A juventude, como já foi mencionado, é a idade natural das descobertas e da busca dos limites, de todos os limites, até no dosear do esforço físico não existe cuidado, a menor importância dada à fadiga, leva a que a capacidade de reconhecer o cansaço diminua, assim como a capacidade de se concentrar. O subestimar do cansaço combinado com os esforços de um trabalho, geralmente sobrecarregado pelo fardo de ser o primeiro, associado à continuação de estudos, e combinado com as saídas à noite, torna-se numa mistura explosiva.

As saídas à noite implicam, naturalmente, conduzir de noite e inclusive ao amanhecer, em ambos os casos, a falta de experiência aliada a má visibilidade agravam os riscos de acidente. As saídas à noite costumam envolver outros jovens, a faixa etária baixa dos ocupantes no veículo aumenta o risco de acidentes rodoviários, com mais distrações e brincadeiras. O risco de envolvimento em acidentes sérios ou mesmo fatais aumenta, provocado, por vezes, por causa da exibição dos “dotes de condução” recém-adquiridos.

Entre os diversos estudos que todos os anos são efetuados em todo o mundo para identificar as origens que levam a que sejam os jovens as principais vítimas dos acidentes rodoviários, destacam-se estes pontos em comum, que permitem delinear uma base de conhecimento que deve ser usada por todos, sejam educadores, formadores ou responsáveis de entidades competentes, ou até legisladores da área de formação.

Munidos com este conhecimento é possível criar aulas, ações formativas e interativas interessantes para os jovens, de forma a passar esta mensagem. Tendo consciência da origem dos problemas é possível reduzir a exposição ao risco, ou no mínimo minorar as suas consequências, diminuido o número de acidentes, feridos e mortos na estrada.

Foto | State Farm