Pode chegar uma fase da gravidez que o médico lhe diz que não pode guiar…

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A Mapfre, enquanto seguradora de consciência e responsabilidade social, tem refletido, ao longo dos anos, sobre a temática da gravidez e a condução. Com base na opinião de especialistas médicos, esta companhia de seguros, em particular, através da sua Fundação, tem procurado nos países onde está inserida, como é o caso também de Portugal, esclarecer as futuras mães, já que muitas vezes, no espírito destas paira as dúvidas: posso conduzir? O cinto não magoa o feto numa travagem repentina ou colisão em que o cinto fique em tensão?


As grávidas podem conduzir, de uma maneira geral. À medida que a gestação vai avançando, é importante, no entanto, que coloque periodicamente este tipo de dúvidas ao seu médico obstetra, até porque poderá chegar uma fase da gravidez em que este especialista em saúde ponha reservas ou limitações às viagens que faça de automóvel. Nesse caso, seja razoável, cumpra o conselho médico e não arrisque. Em casos em que a barriga da grávida fica demasiado próxima do volante pode ser, igualmente, aconselhável deixar de conduzir. Ou seja, mesmo que para a saúde do bebé não haja nenhuma objeção clínica, a condução deve ser evitada se a futura mãe começar a ter dificuldades em manobrar o volante ou acionar com agilidade os pdais, devido ao tamanho da barriga.
Também se tiver sangramentos (devido, por exemplo, ao descolamento do saco gestacional ou ao descolamento prematuro da placenta), o ginecologista poderá desaconselhar a grávida andar de carro.
Lembre-se: a regra é poder conduzir , mas cada caso é um caso e aceite as limitações que, eventualmente, lhe sejam aplicadas. Está em jogo a sua saúde e a do futuro bebé.

A dúvida da utilização  do cinto de segurança também é frequente entre as futuras mães. Nas sessões de esclarecimento que faz, a Mapfre tem, nesse particular, o cuidado de enfatizar que a melhor maneira de proteger o feto é proteger a mãe. Nessa medida, para garantir a maior segurança possível é necessário usar o cinto. Essa é a regra elementar (tal como não é aconselhável desligar o airbag). Também neste aspeto se aplica o conselho anterior: a regra é poder usar o cinto, mas como cada caso é um caso, oiça o parecer do seu obstetra, pois pode haver situações em que o uso do cinto seja clinicamente desaconselhável. Muito importante: se lhe for imprescindível conduzir e o médico considerar que não é adequado o uso do cinto, essa prescrição deve ser posta por escrito. Se for mandada parar pela polícia, é necessário ter em sua posse uma declaração médica que atesta que há uma razão clínica que a leva a não poder colocar o cinto enquanto está grávida.
Deverá, igualmente, ajustar a regulação do volante e do banco as vezes que forem precisas durante a gravidez para poder estar tão confortável quanto possível.

Há, entretanto, outro tipo de recomendações que deve ter presente sempre que viaja. Em viagens longas, as paragens devem ser mais frequentes para descansar e caminhar um pouco. Importante é também hidratar-se frequentemente.

Por outro lado, modere ainda mais a velocidade quando está grávida. Na eventualidade de sofrer ou de se vir envolvida nalgum acidente, por pequeno que seja e mesmo que não requeira hospitalização, deverá procurar consultar quanto antes o seu ginecologista para que possa ser observada.

Por fim, a Fundação Mapfre recomenda que após o nascimento da criança, deve deixar passar algum tempo antes de recomeçar a conduzir. O conselho é deixar passar 3 semanas em caso de parto normal e 6 semanas em caso de parto por cesariana.