Qual a faixa etária que mais morre em acidentes de viação

01

Basta consultar as tabelas de sinistralidade da ANSR para perceber que são os idosos os que mais morrem nas estradas portuguesas. A morte de adultos com mais de 65 anos ultrapassa os dois digitos e é a única faixa etária onde tal fenómeno acontece. Seguem-se as vítimas entre os 50 e os 59 anos e só depois os mais jovens entre os 30 e os 39 anos. As razões são variadas e também não são difíceis de explicar.

Num quotidiano repleto de estradas, mais carros (ainda que mais seguros), os mais idosos, sem qualquer reciclagem na formação da condução, estão pouco habituados a novas estradas, cruzamentos, saídas e entradas,rotundas e até lombas. São muitos aqueles que, com reflexos condicionados pela idade, desconhecem as novas regras do código da estrada. São ainda estes os mais difíceis de educar e também aqueles que possuem os veículos mais antigos. No número total de vítimas mortais com mais de 65 anos, 110 entre janeiro e setembro de 2017, estão ainda contabilizados os atropelamentos mortais, situação onde os idosos também surgem como os mais atingidos. As razões são as mesmas, até porque a falta de agilidade nos movimentos, falta de visão e de perceção dos veículos que se aproximam podem ditar este fim.
Seguem-se os adultos entre os 50 e os 59 anos, que são a faixa etária seguinte que mais sofre com a mortalidade rodoviária.
Ainda assim, todos estamos sujeitos a ter acidentes graves na estradas que podem provovar consequências de gestão difícil. É preciso evitar alguns hábitos adquiridos na condução que levam a consequências muito graves.

Saiba quais as principais causas dos acidentes rodoviários nas estradas portuguesas, não só dos idosos, mas de todas as faixas etárias:

1. Excesso de velocidade: são vários os condutores que aceleram diariamente mais do que os limites impostos por lei. A pressa causada pela rotina diária, o stress, entre outras, são razões mais do que suficientes para os condutores excederem a velocidade e perderem o controlo do veículo.
2. Conduzir sem cinto de segurança: Apesar do uso ser obrigatório, são muitos os que negligenciam a sua colocação, principalmente no banco traseiro.
3. Conduzir com uma só mão no volante: Pode parecer inofensivo, mas conduzir apenas com uma das mãos no volante pode levar à perda do controlo do veículo.
4. Mudança repentina de faixa de rodagem: Com a pressa, o condutor pode mudar de faixa ou fazer manobras mais bruscas sem se aperceber do veículo que o precede. É importante conduzir com serenidade, calculando sempre os imprevistos.
5. Conduzir colado ao veículo da frente: Para prevenir colisões e acidentes, é recomendável manter sempre uma distância segura dos outros carros que seguem na mesma estrada.
6. Uso do telemóvel: Atender, falar ou escrever no telefone enquanto conduz, mesmo utilizando o sistema de alta-voz, reduz a concentração do condutor.
7. Cansaço, fadiga e sono: Conduzir com sono e cansado é uma combinação extremamente perigosa, pois reduz o tempo de resposta, além de correr o risco de se despistar.
8. Consumo bebidas alcoólicas: O álcool diminui a percepção do perigo, retarda os reflexos, provoca sonolência e coloca em risco a vida do condutor e dos outros utilizadores da via.
9. Não observar a estrada: Conduzir sem prestar atenção às caraterísticas da via, como curvas, número de faixas de rodagem, tipos de pavimentação e lombas, pode levar a acidentes.
10. Falta de manutenção do veículo: Pneus gastos, travões em más condições, direção desalinhada e suspensões sem amortecimento podem tornar-se muito perigosos na condução. É muito importante ter as manutenções do veículo em dia.

Fonte: ANSR