Relembrar o básico para uma condução segura (3): Telemóveis

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As evoluções na tecnologia tanto a nível dos automóveis como da construção das estradas melhorou a experiencia da condução, mais pessoas conduzem com mais comodidade e por distâncias cada vez maiores, muitas afirmam que praticam uma condução segura.

De fato nós conduzimos, atualmente, carros mais seguros, em estradas mais seguras, ouvimos décadas de publicidades e campanhas de informação pública sobre condução segura, como resultado disso os números de acidentes baixaram, os mortos e feridos diminuíram, mas será que ainda nos lembramos do básico? Vamos falar do uso de telemóveis conjugado com a condução automóvel.

Acha que sim? Se todos nos lembramos do básico então porque acontecem ainda tantos acidentes rodoviários? E mais, porque é que a maioria dos acidentes é resultado de erro humano se nos lembramos das regras básicas?

É um fato que a melhor maneira de reduzir o risco de estar envolvido em um acidente é a prática de comportamentos de condução segura. Se está apenas aprendendo a conduzir ou já é experiente atrás do volante, é uma boa ideia rever algumas regras básicas.

Telemóveis

De acordo com um inquérito norte-americano, realizado em 8 países,em 2011, pelo Centro de Prevenção e Controlo de Doenças, quase 60% dos portugueses admitiram ter usado o telemóvel enquanto conduziam pelo menos uma vez nos últimos 30 dias antes dos inquérito, sendo que desses, perto de 40% assumiam fazê-lo com alguma frequência.

E algo que provoca um grau maior de distração, que as chamadas, são as mensagens, sejam SMS’s ou escrever em página sociais e os condutores portugueses admitiram ter lido, ou enviado mensagens de forma regular ou pelo menos uma vez nos últimos 30 dias.

Se acha que falar, ler e enviar mensagens de texto enquanto conduz não é um grande problema, leve em conta que um estudo concluiu, após diversos testes, que o tempo de reação de um condutor de 20 anos falando em um telemóvel, é equivalente ao tempo conseguido por um condutor de 70 anos de idade.

Nos Estados Unidos da América, o uso do telemóvel ao volante, atualmente, é responsável por matar mais jovens condutores do que acidentes de carro envolvendo o consumo de álcool, segundo um estudo do Cohen Children’s Medical Center (CCMC), em Nova Iorque.

Nesse estudo registaram aproximadamente 3.000 adolescentes mortos, por ano, ficando cerca de 300 mil feridos por digitar mensagens enquanto conduzem, por conparação foi atribuído ao álcool 2.700 mortes e 282 mil feridos, no mesmo período analisado.

Dos quase 9 mil entrevistados entre os 15 e 18 anos, 49% dos rapazes e 45% das raparigas admitiram usar recursos de texto no seus equipamentos móveis enquanto estão ao volante, o que implica uma distração extrema.

«A realidade é que os jovens condutores não bebem todos os sete dias da semana. Mas tem os seus telemóveis, falam e enviam mensagens sete dias por semana, então essas ocorrências são mais comuns nesta faixa etária», afirmou Andrew Adesman, líder da pesquisa e responsável pela área de desenvolvimento e comportamento da pediatria no Cohen Children’s Medical Center, numa entrevista à CBS.

Dados de Portugal

Os números em Portugal e relativos ao primeiro trimestre de 2012 indicam que foram passadas 163 multas diárias, todas relacionadas com a utilização de telemóveis ao volante, um número que impressiona sabendo que a quantidade de prevaricadores que são autuados é diminuta.

Mais realista é uma operação de fiscalização que a Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou no passada dia 3 de Outubro, durante a qual 105 condutores foram multados por estarem a usar o telemóvel ao volante, isto num unico dia, numa unica operação.

O fato de um condutor ser autuado por estar a falar ao telemóvel enquanto conduz, implica uma coima que importa de 120 a 600 euros e pode ainda ser penalizado com a inibição de conduzir.

No entanto não são apenas os telemóveis que causam distrações, pois comer, aplicar maquilhagem, usar dispositivos eletrônicos ou interagir com os passageiros também desvia a atenção de um condutor de maneira potencialmente mortal.

Sempre que conduzir mantenha a sua atenção na estrada e no meio envolvente que pode interferir com o ato de conduzir, não em outras tarefas ou elementos estranhos à condução, a distração é a causa principal dos acidentes de transito.

Foto | Jason Weaver