Relembrar o básico para uma condução segura (8): Agressividade

agressive driving

As melhorias na tecnologia tanto a nível dos automóveis como da construção das estradas melhorou a experiencia da condução, mais pessoas conduzem com mais comodidade e por distâncias cada vez maiores, muitas afirmam que já praticam uma condução segura.

Nós conduzimos carros mais seguros, em estradas mais seguras, ouvimos décadas de publicidades e campanhas de informação pública sobre condução segura, como resultado disso os números de acidentes baixaram, os mortos e feridos também diminuíram, mas será que ainda nos lembramos do básico?

Pois, todos afirmam que se lembram do básico, então porque acontecem ainda tantos acidentes rodoviários? Mais, se nos lembramos das regras básicas e achamo-nos bons condutores, porque é que a maioria dos acidentes é resultado de erro humano?

É um fato que a melhor maneira de reduzir o risco de estar envolvido em um acidente é a prática de comportamentos de condução segura. Se está apenas aprendendo a conduzir ou já é experiente atrás do volante, é uma boa ideia rever algumas regras básicas.

Agressividade

Um condutor agressivo faz mais do que violar as regras básicas descritas neste artigo, podem até incitar intencionalmente outros motoristas à violência através do uso de gestos rudes ou linguagem ofensiva.

Diversos estudos mostram que os jovens condutores do sexo masculino são mais propensos a conduzir com agressividade e a cometer diversos excessos. Naturalmente que esses comportamentos são perigosos, estatisticamente os homens jovens matam-se mais ao volante.

Um estudo realizado no ano passado pelas Universidades da Califórnia, de Berkeley e de Toronto, chegou à conclusão que os condutores de BMW’s são dos mais agressivos e egoístas nas estradas, foi examinado o comportamento dos condutores em cruzamentos e passadeiras, sendo verificados diversos dados, entre eles a cedência de passagem aos peões nas passadeiras e se os condutores cruzavam de forma ostensiva à frente dos outros.

Concluiram que os carros de gama alta têm menor tendência para parar, e que os condutores dos BMW eram os piores, inclusive na lista do Insurance Institute for Highway Safety, segundo notícia da TVI24, as perdas com o BMW Série 7 são mais do dobro da média nacional nos EUA, e com o BMW Série 3 de duas portas são mais do triplo.

Diferenças entre sexos

Segundo José Brites, que, com Américo Baptista, da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona, se debruçou sobre o tema da agressividade ao volante, sendo o anonimato ao volante uma capa onde os condutores se escudam.

Neste estudo, concluiram que “Eles procuram adrenalina e nelas, a condução agressiva reflecte as suas emoções”, explicou José Brites ao DN, afirmando, ao contrário do estudo americano, que “não são as características do carro”, segundo explica, “que tornam o condutor agressivo”.

Conduzir é uma atividade que pode ser considerada comunitária. Pois, uma vez que circula numa estrada pública o condutor faz parte de uma comunidade de condutores, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao volante.

Alguns psicólogos afirmam que um dos fatores da agressividade ao volante é nossa tendência de nos concentrarmos em nós mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de conduzir, e de como os diversos sujeitos se influenciam mutuamente.

Manter a calma diante de problemas de tráfego frustrantes é outra parte importante do conceito de conduzir de forma segura. Aceite pequenos atrasos, como ficar na faixa atrás de um carro mais lento ao invés de abruptamente mudar de faixa. Ceder a passagem a outros carros, mesmo se tecnicamente tem o direito de passagem.

Foto | Bradley Gordon