Se der um pequeno toque noutro carro a estacionar, deixa o seu contacto?

Muitos condutores assumem que não deixariam qualquer bilhete com os seus contactos se tivessem o infortúnio de, num estacionamento, danificar o carro ao lado.

Se der um pequeno toque noutro carro quando está a estacionar ou a fazer outra manobra a reduzida velocidade, deixa o seu contacto telefónico?

A resposta óbvia é que “sim, sem dúvida”, contudo o que sucede inúmeras vezes é o oposto, como muitos de nós até já sentiram na pele essa situação.

À falta de estudos em Portugal que possam dar uma resposta a esta questão, olhamos para um levantamento efetuado no Reino Unido que chegou à conclusão de que quase um em cada cinco ingleses não deixaria os seus detalhes de contato se amolgassem ou riscassem inadvertidamente outro carro quando estacionavam. Ou seja, sairiam de mansinho…

Harrison Woods, responsável do YourParkingSpace.co.uk, declara a sua estupefação para o facto de “parecer haver um número significativo de automobilistas preparados para desrespeitar as regras de etiqueta ao não deixar os seus contato se baterem noutro carro, ao estacionarem e não tiverem sido vistos”.

Com essa atitude, muitos condutores são vítimas dessa irresponsabilidade, tendo de pagar, sem culpa própria, para consertar os danos ao veículo.

Outros resultados surpreendentes da pesquisa mostram que um automobilista em cada 10 realmente causa algum tipo de danos noutro carro quando estaciona e que mais de um terço dos britânicos afirmam ter visto alguém danificando outro veículo.

A pesquisa, do YourParkingSpace.co.uk, também refere que a maioria dos britânicos (pouco mais da metade) iria intervir se presenciasse um acidente deste género, num estacionamento.

Harrison sublinha, por isso, que “a boa notícia é que a maioria dos condutores interviria se visse um carro sofrendo danos, envergonhando aquelas pessoas que não deixariam os seus dados de contato se não tivessem sido vistas”.

Não há, ao que julgamos saber, informações idênticas referentes a Portugal, mas estes números não seriam de admirar se tivessem algum tipo de equiparação por cá.

E por isso devem merecer reflexão. A bem do civismo a que todos estamos obrigados a ter ao vivermos em sociedade.