Seguro automóvel poderá vir a pagar por acidentes provocados por ciclistas

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Quem o quer é a federação portuguesa de Cicloturismo. Defende que, em caso de acidente entre um veículo a motor e uma bicicleta, deve ser sempre ativado o seguro do veículo a motor. As várias associações de ciclistas defendem que os estragos causados por um acidente entre um veículo a motor e uma bicicleta devem ser pagos pela seguradora do motorizado, mesmo que a culpa seja do ciclista e mesmo que o seguro seja agravado.

A Federação Portuguesa de cicloturismo considera que deve ser seguida um regra europeia que se chama de “responsabilidade objetiva”, que é aplicada em outros países da União Europeia, diz a federação.

O presidente da federação, José Caetano, considera que , em caso de colisão entre uma bicicleta e um veículo a motor, e ao abrigo desta diretiva, deve ser ativado o seguro do veículo a motor, porque diz que assim protege os utilizadores da via mais vulneráveis, que são os peões e os utilizadores de bicicleta. O presidente da associação alerta ainda que a sinistralidade em Portugal é provocada pelos veículos motorizados, não por bicicletas, e que pedir aos ciclistas que adquiram seguro é algo que não se deve por, principalmente tendo em conta os tempos de crise. Argumenta ainda, “há pessoas que andam de bicicleta porque não têm dinheiro para um passe social ou para um automóvel, quanto mais para um seguro”.

“Ciclistas continuam a não utilizar o código da estada”, palavras agora ditas do outro lado da barricada. As novas regras do código da estrada que foram criadas para facilitar a vida dos ciclistas na estrada estão a causar muita discórdia, levantando questões com a necessidade de matrícula e de seguro, um problema que o Automóvel Clube de Portugal quer ver resolvido.

O presidente do ACP, afirma que “os ciclistas continuam a não utilizar o Código da Estrada corretamente e têm de ser responsáveis por aquilo que fazem”. Carlos Barbosa afirma não entender as reticências da Federação Portuguesa de Cicloturismo quanto à necessidade da matrícula e que todas as bicicletas deveriam ser identificadas em caso de incumprimento do código da estrada. Também o responsável pela Unidade Nacional de Trânsito da GNR diz que seria benéfica a obrigatoriedade de matrícula nos velocípedes.