Um começo diferente para gente igual, na segurança rodoviária

um começo diferente para gente igual

O novo ano trouxe consigo, como é habitual, alterações a determinados procedimentos da legislação do código da estrada; entre eles, a intenção de se introduzir a necessidade de frequência de ações de formação na revalidação das cartas de condução.

No entanto, com o novo ano chega, também, os habituais festejos, deslocações, folia e euforia dos foliões. Uma quantidade de viaturas que se deslocam ou deslocaram entre pontos, uma vez nem todos habitamos nos locais de grandes festejos.

Um controlo desejado por quase todos

Com o final do ano de 2016 a chegar, as entidades competentes, nomeadamente as policiais – PSP e GNR – advertiram os condutores para a fiscalização que iriam desenvolver nas estradas e localidades portuguesas.

Alertaram para o facto dessas fiscalizações incidirem sobre o consumo de álcool, velocidade excessiva, uso de telemóvel e falta de cinto de segurança. Pretende-se, anualmente, que os condutores efetuem as suas deslocações com maior segurança.

Acontece que nem todos pensam da mesma maneira e apresentam comportamentos egoístas, egocêntricos e perigosos. Apesar dos alertas, sentam-se ao volante num estado de alcoolismo, praticam velocidades inapropriadas e desenvolvem manobras que colocam em risco eminente, não apenas eles, mas os demais utilizadores do espaço público.

Os números de 48 horas de operação especial

Das 0 horas do dia 31 de Dezembro 2016 até às 0 horas do dia 2 de Janeiro de 2017, só a GNR registou um total de 658 acidentes, dos quais resultaram 7 vitimas mortais, 8 feridos graves e 189 feridos ligeiros.

Estes valores representam, mais do que isso, algo que não pode ser quantificado ou financiado por qualquer seguradora; estes valores representam perda e dor. Representam a realidade das nossas leis, da sua falha, da sua falência e da necessidade de se atuar a jusante do problema e não a montante.

Enquanto os nossos representantes legislativos não perceberem que se deve dar inicio a uma formação na infância e não apenas na terceira idade, vamos continuar a ler valores de sinistralidade inaceitáveis.