A verdadeira razão para manter uma boa distância de segurança

distância de segurança

Muito se tem escrito e falado sobre distância de segurança. No entanto, continua-se a não respeitar as normas de segurança mais elementares, como por exemplo a velocidade e a distância de segurança em relação aos veículos que precedem.

Se é verdade que por vezes se torna difícil perceber se a distância de segurança que estamos a aguardar é a suficiente para se evitar um conflito rodoviário, nunca será demais que se deixe uma distância de segurança ainda maior, nessa mesma dúvida.

As consequências podem ser mortais

Distância de segurança é um tema que tem sido debatido neste espaço de opinião que é o Circula Seguro. No entanto, parece que não se tem tornado suficiente a abordagem efectuada, uma vez que continuamos a assistir a notícias diversas que dão conta de acidentes rodoviários provenientes de curta distância de segurança.

Quando se avalia a distância de segurança que nos separa do veículo que nos precede, devemos ter em atenção diversos factores; velocidade, tipo de veículo, idade do veículo, tipo de condutor (o que é bastante difícil de avaliar), idade dos veículos, essencialmente do nosso, etc…

Acontece que isso não acontece. E não acontece porque cada um de nós, condutores, primamos pela nossa prepotência rodoviária e insistimos em nos avaliarmos superiores, condutores superiores, aos demais utilizadores do meio público.

E essa postura altaneia promove com que insistamos em não saber avaliar essa mesma distância de segurança e desse modo nos aproximarmos em demasia, a uma distância deveras perigosa, incapaz de nos garantir capacidade de acção a uma reacção. Pensamos ter tempo para reagir, o que na verdade não é mentira, mas falta-nos é espaço capaz de receber a nossa acção.

Como consequência, estamos sujeitos ao acidente que pode, em casos mais extremos levar-nos à morte e em situações mais favoráveis, ao simples estrago material. Pelo meio existem milhares de vitimas que ficam paraliticas e dependentes de terceiros para (sobre)viverem.

Os condutores, todos, devem perceber que o que acontece nas pistas, com veículos preparados para actuarem em situações extremas, com asfalto de excelente qualidade e sem, aparentemente, outro tipo de obstáculos, como animais, peões e passeios, não é o que acontece no meio de circulação rodoviário.

Qualquer um de nós, condutores e peões, estamos expostos e mais vulneráveis no trânsito real, do que os pilotos nas pistas de competição.

Foto¦ Peter Huys