Via de circulação para motos

Via de circulação pata motociclos

Portugal ainda é um país de preconceito em relação aos motociclos e aos seus condutores. Apesar de esse sentimento de repulsa estar a mudar, ainda é notável, em muitas circunstancias, o mal estar que muitos condutores nutrem pelos veículos motorizados de duas rodas.

As motos, são veículos a par com as bicicletas, com grande procura por parte dos utilizadores de cidades de grande fluxo rodoviário. Com estes veículos, os seus utilizadores sabem que podem contornar com maior facilidade os “obstáculos” que vão surgindo, assim como conseguem diminuir o custo com combustíveis.

Uma via de circulação para motos

Numa realidade onde se pretende que cada vez seja menor a presença de automóveis nos centros das cidades, em paralelo com as bicicletas, as motos ganham um papel preponderante.  Têm pouca emissão de CO2 para a atmosfera, o que faz com que sejam aceitáveis nas zonas limitadas a esse propósito, permitem uma fácil maneabilidade e rapidez de locomoção.

No entanto, ainda há muitas localidades de elevado fluxo rodoviário onde o automóvel tem o papel principal das personagens rodoviárias. Assim, torna-se importante encontrar soluções que proporcionem aos condutores uma nova possibilidade de circulação mais fluida, diminuindo dessa forma os chamados “engarrafamentos”.

Espanha está a desenvolver um projecto que permite aos condutores de motos uma maior fluidez e segurança enquanto circulam em locais de intensidade de trânsito elevada. Trata-se de uma via com 75 metros de comprimentos e 1,3 metros de largura que vai permitir que na zona de acesso a cruzamentos e entroncamentos, as motos circulem em segurança, agrupando-as na zona frontal.

Desta forma, conseguir-se-á retirar as motos do meio das filas, quando os semáforos estão vermelhos, colocando-as em primeiro plano e com possibilidade de iniciarem a sua marcha primeiro que os automóveis. Uma vez que o arranque se faz de forma mais célere, o congestionamento torna-se mais diminuto e menos problemático.

Se Portugal importasse a ideia e a começasse a aplicar em cidades como Lisboa, porto, Braga ou até mesmo Coimbra, conseguir-se-ia um melhoramento na qualidade do ar, uma diminuição nos congestionamentos e um aumento na segurança rodoviária inerente às localidades.

 

Foto¦ AMM