As lombas redutoras de velocidade

lombas redutoras de velocidade

Só ao mencionar a palavra “lomba” que a maioria dos condutores já franze o nariz, como a querer dizer que não gosta do tema, todos conseguem perceber que o que se pretende evitar é a circulação a alta velocidade e não provocar incómodo, mas se um simples sinal a indicar, por exemplo, aproximação de passadeira não induz o condutor a automaticamente reduzir a velocidade, algo mais terá de ser feito, foi para isso que nasceram as lombas redutoras de velocidade (LRV).

Após a construção de vias públicas com o objetivo de maximizar o escoamento de grandes volumes de tráfego, nas últimas décadas o grande aumento de veículos tem sido uma das causas do aumento do número e da gravidade dos conflitos, especialmente entre veículos e peões. Debrucemo-nos sobre o novo tipo de lomba agora muito usado em passadeiras.

Para reduzir estas consequências, dos acidentes entre veículos e peões, foram criadas medidas passivas destinadas a “acalmar” o trânsito, isto é, induzir os condutores a circularem a velocidades moderadas em certas zonas críticas, por exemplo junto a escolas, atenuando deste modo as consequências de eventuais acidentes entre veículos motorizados e peões.

Designa-se por “Lomba Redutora de Velocidade” uma secção elevada da faixa de rodagem construída em toda a largura desta, com carácter não temporário, dimensionada com o objetivo de causar desconforto crescente no condutor e ocupantes dos veículos, durante o seu atravessamento a uma velocidade superior à autorizada.

A sensação de desconforto e incómodo não pode, porém, ser significativo para velocidades de valor igual ou inferior ao recomendado na via em questão, e, nestes casos, não pode provocar qualquer dano no veículo que sobre ela circule. Um exemplo, talvez um pouco extremo, é este video de uma zona onde existe uma aproximação a um cruzamento numa estrada na Rússia e a lomba não é respeitada.

O que diz a entidade responsável pela segurança rodoviária

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) afirma que a instalação e manutenção de LRV nas vias se insere num grupo de dispositivos do qual fazem também parte, por exemplo, as “chicanes”, as diminuições de largura da faixa de rodagem ou os sinais luminosos acionados pela velocidade instantânea do veículo.

Estudos efetuados em situações experimentais e reais de trânsito recomendam fortemente, salvo casos excecionais, que as LRV apenas sejam utilizadas para assegurar a manutenção de velocidades reduzidas numa determinada extensão de via, assim, a redução da velocidade na aproximação da LRV deve ser garantida pelas características próprias da via ou pela utilização de outra medida de acalmia de tráfego. Nestas condições as LRV são apontadas como dispositivos adequados e comprovadamente eficazes.

Normalmente as LRV são construídas em pavimento betuminoso ou calçada, ficando a entidade gestora da via responsável pela sua manutenção. O pavimento da via deverá ter capacidade de suporte para as cargas resultantes da travessia da LRV por parte dos veículos, em especial de pesados.

Na construção da LRV deverão ser utilizados processos construtivos que evitem a ocorrência de infiltrações para a  camada de fundação do pavimento da via. Deverá ser assegurado que a execução da LRV não irá provocar a acumulação de águas pluviais junto da mesma, recorrendo-se, se necessário, ao estabelecimento de um canal junto ao lancil com largura adequada.

 

Zonas residenciais são particularmente sensíveis

Algumas vias de ligação, que atravessam zonas residenciais, estão sendo mais procuradas por parte dos automobilistas, sobretudo para evitarem filas de trânsito em cruzamentos controlados por semáforos e por considerarem estes trajetos mais rápidos para chegarem ao destino.

Com a colocação de  lombas redutoras de velocidade pretende-se que a velocidade de circulação seja diminuída, logo criando mais condições para a coexistência entre peões e veículos, o que vai contra a intenção de quem atalha por estas zonas, porque não pretende “perder tempo”.

Agora que já sabe o porque da utilização destes elementos de segurança, será que já os considera úteis, ou acha que são desnecessários? E se forem em frente à sua casa ou à escola dos seus filhos continua a achar desagradável e desnecessária a existência das lombas redutoras de velocidade? Circula Seguro.

Foto | C.M.Coimbra