Como descer uma montanha de bicicleta?

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A circulação em troços de montanha requer uma condução mais cuidada, para salvaguardar a nossa segurança e dos restantes utilizadores da estrada. Nestes casos, as bicicletas não são uma exceção. No entanto, as necessidades e conhecimentos que um ciclista pode ter diferem muito das do resto dos veículos.

Por isso, e perante a crescente utilização da bicicleta, é necessário saber como circular na estrada com a maior garantia de segurança. Neste caso, falamos das montanhas e especificamente da descida das mesmas, o que é ainda mais importante. Trata-se de um tipo de percurso que exige algumas habilidades específicas.

A popularidade destes veículos de duas rodas tem coincidido com um incremento do número de mortos durante a sua condução. Daí o desenvolvimento de estratégias específicas para a consciencialização dos ciclistas. A convivência entre ciclistas e o resto dos condutores é fundamental para proteger o grupo mais vulnerável. E, nesse sentido, a Fundação MAPFRE tem vindo a envidar esforços para promover a educação rodoviária para condutores e ciclistas.

O que muda numa descida de montanha?

A descida de serras costuma coincidir com um uso lúdico da bicicleta. A diferença fundamental em relação a outro tipo de terrenos está na velocidade. As descidas pronunciadas provocam o aumento da mesma e exige um controlo preciso através da travagem. Além disso, a dificuldade aumenta em descidas nas quais abundam as curvas e a trajetória nas mesmas difere relativamente aos carros e motos.

Assim, o primeiro que há que terem conta é a postura e a atitude, que deve ser relaxada e, ao mesmo tempo, concentrada. Um erro frequente deriva da própria tensão psicológica que estas situações criam, o que provoca que se adotem posturas incorretas com braços, tronco ou pernas em tensão.

Convém fletir os braços para amortizar possíveis pancadas em estradas que estejam em mau estado, relaxar a posição do tronco (mantê-la o mais baixa possível, contribui para conseguir um centro de gravidade mais baixo e ter maior controlo) sobre o guiador e manter o olhar sempre para a frente. Isto vai ajudar-nos a reconhecer o que nos espera à frente e a compreender e assimilar a informação necessária para atuar em consonância. É assim que vamos poder ter noção de como vai ser a curva antes de lá chegarmos.

Travar só quando é preciso

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Se se aproxima um troço sem curvas, não é necessário fazer um uso indiscriminado dos travões. Além disso, isto pode causar riscos desnecessários. Ao aproximar-se de uma curva, deve gerir de forma eficiente a travagem. No caso da bicicleta, é preciso estabelecer uma harmonia entre o travão detrás e o da frente, que reduz mais drasticamente a velocidade. É conveniente travar de forma progressiva antes da curva, decidindo a trajetória antes de entrar nela.

Além disso, deve evitar inclinar o corpo com posturas que infelizmente se tornaram populares (como esta de Chris Froome). Estas ficam para ciclistas profissionais, que pretendem ganhar aerodinâmica, pois levadas a cabo por amadores colocam toda a gente em risco.

Outros detalhes importantes

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Quando decide descer uma serra, há que ter em conta outros detalhes cruciais. Nestas zonas, o clima pode transformar-se num fator de risco. Por isso convém evitar momentos complicados de chuva ou neve e deve sempre equipar-se de forma adequada para o frio. Recomenda-se (ainda mais) o uso do capacete como elemento de segurança.

O mesmo acontece com o estado da bicicleta. Como acontece com todos los veículos, há que estar atento à sua manutenção. Direção, travões ou pneus são elementos fundamentais que influenciam de forma direta a segurança no caso de uma descida de bicicleta.Levar elementos luminosos ou refletores que melhorem a visibilidade também contribui para a melhoria da segurança, ainda mais em zonas com curvas.

Nunca se esqueça, quer desça por lazer ou como meio de transporte, que não há nenhuma razão para ignorar o código da estrada ou colocar-se numa situação de risco. Da mesma forma, o resto dos utilizadores devem estar conscientes das necessidades específicas que os ciclistas têm quando estão neste tipo de percursos.

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