Como lidar com o bullying ao volante

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O bullying ao volante é um problema crescente em nossas estradas. Aprender a lidar com essa raiva pode ajudá-lo a contornar o perigo que muitas vezes se segue a um incidente de bullying na estrada.

Em primeiro lugar perceba que não pode controlar o comportamento de um outro condutor, mas que pode controlar o seu próprio. Quando um outro condutor força a entrada na sua frente a sua reação vai determinar o que acontece em seguida. Se for capaz de evitar uma reação violenta, nem que seja respirando profundamente de forma a manter a calma, então pode neutralizar uma situação potencialmente violenta.

Desembarace-se de condutores agressivos

É verdade, talvez você precise desabafar sobre o caso, sentir na pele a má conduta ao volante provoca stress, mesmo que tenhamos “descarregado verbalmente” dentro habitáculo do nosso carro, fale com um amigo, ou um familiar, sobre o caso pode aliviar o seu stress descarregando essa experiência de condução.

O instigador é também aquele condutor que provoca os outros por conduzir ignorando sinais, abrandando extremamente cedo para as saídas, acelerando de forma desigual, ou quando alguém sinaliza que o vai ultrapassar, monopolizando as faixas de rodagem, circulando entre elas sem sinalizar. Se isso soa a algo conhecido, talvez já foi vítima de raiva da estrada.

Por vezes a nossa atitude também é testada quando depararmo-nos com um condutor excessivamente lento, ou que demonstra dificuldades na sua técnica de condução, esses condutores deverão ter da nossa parte compreensão e não sermos nós a fazer bullying sobre essa pessoa.

Alguns clubes de condução ou fóruns de debate online oferecem aos seus membros a oportunidade de extravasar sua frustração em situações de condução stressante, desabafe lá e não ao volante, mas sempre com respeito.

E se for você a fazer bullying?

E se é você o condutor agressivo? Analise o seu estilo de condução e se é suscetível a ser a origem de bullying ao volante; em seguida, pense em mudar seus hábitos de condução. Os condutores que praticam bullying ao volante costumam ter rotineiramente os seguintes comportamentos:

– Circulam “colados” na traseira dos outros
– Usam constantemente a buzina
– Estão sempre a fazer sinais de luzes
– Mudam de via, rápida e frequentemente, sem sinalização
Gesticulam para os outros condutores, por vezes obscenidades
– Falam em seu telefone, circulando de forma irregular

Mudar seus hábitos de condução não é fácil, é preciso praticar e adotar conscientemente hábitos de condução menos provocantes e mais seguros. Considere inscrever-se num curso de condução defensiva, se possível com treino personalizado, informe o seu problema ao formador, de forma a ter a sua aula preparada para corrigir os seus problemas.

Se antes era o instigador e conseguiu evoluir e agora evita um confronto num momento de raiva da estrada, está de parabéns. Lembre-se, está compartilhando a estrada com outros condutores e peões. É justo reconhecer que qualquer pessoa pode criar uma situação de embaraço sem querer, mas temos que ser capazes de evitar o conflito.

Será só bullying?

Alguns médicos acreditam que há uma base médica para o bullying ao volante, o Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos da América, patrocinou um estudo que analisou a raiva em condutores.

Dos cerca de 10 mil condutores estudados, entre 5% a 7% dos comportamentos identificados como raiva ao volante estavam presente, os médicos apuraram que o transtorno explosivo intermitente, que descreve uma situação onde uma pessoa, nos momentos de raiva, não consegue conter seu comportamento e acaba perdendo o controlo, foi identificado como a causa da raiva da estrada, este comportamento poderá ser patológico, nesses casos deverá procurar ajuda médica.

Foto | Good Eye Might