Estatísticas preocupantes sobre os exames de condução

Capturar

Esta semana saíram os resultados do IMT sobre os testes de código e de condução em todo o país. Desde já a análise que se pode e deve fazer é que os resultados não são animadores, mas certamente que poderiam ser piores.

O primeiro número que salta à vista de todos é o da quantidade de alunos que repetiram o exame de condução e quantidade de vezes que esses alunos a repetiram. Foram 816 alunos que repetiram mais de 5 vezes o exame de condução. Apesar de já serem repetentes, apenas 56% conseguiram obter a aprovação.

O cenário é bastante semelhante nos testes teóricos. Segundo o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), 762 pessoas realizaram este exame pela quinta vez. Neste caso, a taxa de aprovação foi menor. Só 40% dos alunos passaram.

O relatório do IMT explica que “as taxas de aprovação apresentam uma tendência de decréscimo quando se considera o número de tentativas já realizadas por prova, pelo que, se assiste a uma diminuição gradual da taxa de aprovação”.

No distrito de Coimbra as notícias não são tão graves, sendo o distrito com maior taxa de aprovação na provas teóricas, onde 79% dos alunos foram aprovados. Em Lisboa o cenário não é tão bom, onde apenas 70% das pessoas que se submeteram a exame teórico passaram.

Os maiores fracassos, contudo, são atribuídos aos alunos de Castelo Branco. Apresentam uma taxa de reprovação de 40%. Já Portalegre lidera os exames práticos com uma taxa de aprovação de 86%. O distrito do Porto apresenta resultados dentro da média nacional em ambas as provas, perto dos 75%.

Veja agora o gráfico ilustrativo desta realidade:

1

 

Diga-nos o que pensa destes resultado? Acha que reflete o crescente desleixo das escolas de condução? Acha que se deve à criação de escolas de condução Low-cost, que já se falou aqui? (veja o artigo respetivo aqui) Acha que se deve ao facto das escolas serem cada vez mais fabricas de dinheiro, em vez de se preocuparem em educar o condutor corretamente, como já se falou aqui? (veja o artigo respetivo aqui)

  • Joaquim Martins

    As estatísticas são preocupantes porque refletem o peso da corrupção. Quando o Exame for isento e mais rigoroso as médias de aprovação cairão para os 50% ou menos… como as médias europeias: Espanha aqui ao lado tem uma média de aprovações na prática de 48%, Valores de 80 e 90% só na América Latina.