Faltam seminários de prevenção e segurança rodoviárias

Faltam seminários de prevenção e segurança rodoviárias

É sabido que Portugal é um país de brandos costumes e que tudo o que seja para mudar, encontra sempre enormes barreiras difíceis de transpor. Ou é por que a ideia é absurda, ou por que quem a propôs não é mais sabedor do que os outros ou simplesmente por que não.

Acontece que existem mudanças que devem ser pensadas e adotadas, para bem de todos. E a principal mudança, ainda que eu tenha uma noção que é bastante utópico da minha parte, é a da atitude. Enquanto não alterarmos as nossas atitudes reprováveis, não conseguimos alterar o nossos comportamento de risco, ainda que o tentamos disfarçar, em muitas situações.

Uma nova forma de vida rodoviária

Se há, é porque há. Se não há, é porque não há. Neste país, todos são presos por ter cão e por não ter. E isso acontece no meio rodoviário, também. Se se respeitam as regras, então são uns “totós” que só andam a atrapalhar. Se não se respeitam, são uns “animais” que não deveriam ter carta de condução.

O que se passa na realidade, é uma enorme desorientação global nacional no que diz respeito a formação adequada aos condutores; novos e mais antigos. Ou seja, não é credível que se consiga formar, adequadamente, um novo condutor no espaço de um mês, com 28 lições teóricas e 32 horas práticas, mais os muitos, ainda que insuficientes quilómetros que a lei prevê.

Depois, não é ideal o que está a acontecer em Portugal, desde sempre; desde o momento em que adquirem o seu título de condução, os condutores são abandonados à sua própria sorte. Ou seja, não existem seminários de prevenção e segurança rodoviárias que promovam novos conhecimentos ou actualização das normas vigentes.

Tal como faltam esses seminários, falta também formação contínua a condutores, no sentido de os manter actualizados das boas normas de condução. Afinal, nem só da experiência se faz um condutor. Pois se assim fosse, não haveriam escolas de condução. Quanto a estas, quando lhes for atribuído o estatuto de centro de ensino e não de empresa, talvez se consiga desenvolver um programa de ensino real e não um programa de ensino fantoche como o actual.

Foto¦ Escola Superior de tecnologia