Formação, formação e mais formação até ao condutor ideal

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Formação, formação e mais formação é o que se necessita até conseguirmos alcançar o condutor ideal para as estradas portuguesas e europeias. E essa formação que se exige não deve ser muito diferente da que existe actualmente, mas sim deve complementá-la, no sentido de a melhorar.

Actualmente temos ao serviço da formação de novos condutores uma forma de ensino deficitário, economista e pouco abrangente, no sentido em que não olha uma progressão, mas sim um imediato, impossível, no entanto, de obter resultados agradáveis e valorosos.

Uma formação capaz nas escolas de condução

Tenho vindo ao longo destes anos a defender que para se conseguir um conjunto de condutores capazes de enfrentar o meio de circulação rodoviário com o devido respeito para com os demais e para com eles mesmos, será necessário iniciar a formação pela base da piramide; pais e primeiros anos de vida.

Quando se conseguir que a formação de civismo rodoviário entre no curriculum escolar como deve entrar e não apenas como uma marca de meia folha A4 e sem ser ministrada por profissionais do sector em articulação com os respectivos educadores, jamais se conseguirá obter resultados animadores na avaliação da sinistralidade rodoviária. Ou seja, o semáforo estará sempre no vermelho.

Mas, quando se avançar para um processo formativo de raiz, de infantário, de valores e respeito, o que já estamos atrasados umas cinco ou seis décadas, mas iremos atrasar-nos mais outras tantas, iremos conseguir excelentes resultados e fantásticos ganhos económicos e sociais.

Formação contínua a condutores

Já acontece em diversos países ao redor do planeta, mas em Portugal insiste-se em não aplicar a formação continua aos condutores. Ou seja, uma formação ao longo da vida que proporcione uma actualização progressiva de conhecimentos e uma maior sensibilização rodoviária.

Tal poderia ser feito com a introdução de número de horas de formação teórica e prática, sempre que haja necessidade de actualizar uma carta de condução, ao invés do que se faz na actualidade. Neste momento, basta que um condutor em idade de actualização da sua carta de condução tenha um familiar médico em casa para que consiga um atestado que o dê como apto sem restrições, ainda que possa ser detentor de alguma.

Mesmo que a saúde esteja em condições aceitáveis, como se deseja, um condutor com carta de condução com algumas décadas, não se encontra conhecedor de algumas normas que regulam o trânsito. Não obtiveram formação contínua e não procuram novos conhecimentos.

Foto¦ SBC