Os vícios mais comuns dos portugueses ao volante

A PRP (Prevenção Rodoviária Portuguesa) analisa com frequência os vícios dos condutores portugueses ao volante, vícios que se vão alterando à medida que o mundo vai evoluindo e vão surgindo tecnologias, novidades e muitos sistemas de entertenimento dentro e fora dos veículos. A atitude (ou falta dela) ao volante não favorece especialmente os condutores lusos.

Analisando o comportamento de condutores e peões, foi possível fazer um apanhado das atitudes mais comuns nos diversos ambientes rodoviários, desde cidade, a estradas nacionais e autoestradas. Nos vários estudos levados a cabo pela Prevenção Rodoviária Portuguesa, concluiu-se que há 11 vícios principais entre os condutores portugueses, que vão da velocidade, à sinalização de manobras, passando pelo respeito de obrigatoriedade de parar num “Stop”. A utilização do telemóvel em sistema de mãos livres, ler e enviar mensagens, comer, andar em excesso de velocidade e passar um sinal que acabou de ficar vermelho são alguns dos comportamentos de risco dos condutores portugueses identificados num estudo.
Os estudos mostram igualmente o perfil ‘multitasking’ (o carro é uma extensão do escritório) dos condutores, destacando que os jovens enquanto conduzem cantam e ouvem música, fumam, usam o telemóvel, maquilham-se e tomam o pequeno-almoço. Já as famílias com filhos aproveitam a viagem para ler e responder a emails, para contactos telefónicos e enviar mensagens, ler relatórios e tratar da agenda, lanchar, almoçar, maquilharem-se e gerir as crianças no banco traseiro.
Os dados analisados mostram igualmente que os condutores mais jovens, entre os 18 e os 25 anos, são os que mais reportam uma performance deficitária em situações de stress ao volante.
O Circula Seguro dá-lhe conhecimento dos 11 vícios principais de condutores e peões portugueses quando circulam em plena via pública, seja a conduzir, seja a andar a pé.

1. Se é homem, quase de certeza não usa cinto de segurança
A não utilização do cinto segurança destaca-se sobretudo dentro das cidades e entre os homens. Além disso, só 66% das mulheres e 73% dos homens é que utilizam o cinto nos lugares traseiros.

2. Atravessar fora da passadeira
Não são só os condutores que se portam mal, muitos dos peões também não agem da melhor forma. É especialmente preocupante que 33% das crianças atravessa a estrada fora da passadeira e que cerca de 20% delas o faz fora da passadeira na companhia de um adulto.

3. Luzes fundidas
Um em cada dez carros apresenta pelo menos um defeito na iluminação. Dos vários modelos analisados no estudo, 5% revelou deficiências nas luzes de travagem.

4. Portam-se mal, sobretudo na autoestrada
Na A1, 64% dos carros observados circulava acima da velocidade permitida. Mas na A2 os valores atingem os 67%. Mas mesmo dentro das localidades, 34% dos automobilistas lusos foi apanhado acima do limite.

Vícios

5. Mulheres falam mais ao telemóvel
Dos condutores avaliados nos vários estudos realizados pela PRP, 2,5% foram apanhados a falar ao telemóvel enquanto conduziam. As mulheres superaram os homens neste aspeto. É nas autoestradas que se fala mais ao telemóvel.

6. Apenas metade tem a pressão certa nos pneus
Um em cada cinco condutores afirma verificar a pressão dos pneus todos os meses, período considerado tecnicamente como o mínimo aceitável. A juntar a isso, apenas metade dos condutores circula com a pressão dos pneus perto da recomendada. Das viaturas avaliadas, cerca de 3% rola no eixo dianteiro e 4% no eixo traseiro com diferenças de pressão superiores a 30% no mesmo eixo. Este fator poderá tornar perigosas as curvas e travagens.

7. Quase metade não faz “pisca”
As mulheres são as que mais frequentemente indicam para onde querem virar. Curiosamente, é mais comum os condutores “abrirem o pisca” para a esquerda do que para a direita.

8. Quase 2% com álcool acima do permitido
Dos vários levantamentos efetuados, foram detetados 1,8% dos condutores a circular com uma taxa de álcool no sangue igual ou acima de 0,5 g/l, sendo que 0,3% apresentou valores acima dos 1,2 g/l, o que é considerado crime. Os que mais destacam são os homens, sobretudo entre os 18 e os 24 anos.

9. 40% passa o vermelho 3 segundos depois
Nos semáforos, quase 40% dos condutores observados passou com o sinal vermelho 3 segundos depois deste “cair”. Nos motociclistas, a percentagem ultrapassou os 60%. Mas também 40% dos autocarros em ambiente urbanos desrespeitam o sinal depois deste mudar para vermelho.

10. Só 15% para no sinal Stop
Dos condutores observados, 85% comportou-se no sinal de Stop como se uma cedência de passagem se tratasse: abrandou, mas não parou, após ver que não vinha ninguém na faixa. Destes, apenas 15% parou o carro. Em contraste, 18% forçaram a entrada, obrigado os que circulavam na via a alterar a sua marcha, reduzir a velocidade ou mesmo a parar.

11. Uso de cadeirinha cai a partir dos 6 anos
As crianças só podem deixar de utilizar cadeirinha ou banco elevatório a partir dos 12 anos ou se tiverem mais de 1,35 metros de altura. Contudo, há cerca de 9% que infringe estas regras, sendo que a partir dos 6 anos a utilização começa a descer significativamente.