O papel das autarquias na segurança rodoviária infantil

O papel das autarquias na segurança rodoviária infantil

A segurança rodoviária infantil tem de ser uma responsabilidade partilhada entre educadores, os principais são os pais, com o exemplo que disponibilizam aos seus educandos, mas também professores, com o desenvolvimento de ações de educação rodoviária e das autarquias, sejam elas Câmaras Municipais ou Juntas de freguesia, pela intervenção ou disponibilidade de meios formativos.

Seja qual for o setor a que apontemos o dedo como principal responsável, o conjunto será sempre maior que a soma das partes, uma vez que se uma das partes falhar, deverão as outras serem capaz de colmatar a respetiva falha.

Autarquias, a responsabilidade institucional na prevenção rodoviária

As Câmaras Municipais ou as Juntas de Freguesia têm, na sua essência social, a responsabilidade de promover todos os meios para que as crianças possam receber formação e informação capaz de lhes garantir um futuro rodoviário mais seguro e integrado.

O sistema de educação português não prevê uma intervenção incisiva na formação da área da prevenção e segurança rodoviária infantil. Desta feita, cabe às autarquias desenvolver projetos interventivos capazes de proporcionar essa mesma formação; não de uma forma pontual, mas sim progressiva.

Se tal acontecer, como acontece nalgumas autarquias portuguesas, temos de salientar que o futuro das crianças que participam nas ações de formação e sensibilização estará, à partida, mais conseguido na diminuição da sinistralidade rodoviária e comportamentos de risco, do que daquelas que assobiam para o lado e abdicam de desenvolver intervenções credíveis, ainda que dispondo de infraestruturas.

Sabendo-se que as crianças são uma esponja de elevada capacidade de interiorização de informação e formação, é demais importante cada cidade, vila ou aldeia ter ao dispor dos mais novos um espaço capaz equipado, capaz de os receber com regularidade, assente num projeto formativo e com profissionais pedagogicamente preparados para transmitir os conhecimentos ideais de forma ideal.

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Enquanto tal não acontecer e se andar a transformar escolas de educação rodoviária em estaleiros camarários, jamais se conseguirá alcançar os níveis médios dos países do norte da Europa, uma vez que não se criam rotinas de educação nem cultural que proporcionem o respeito mútuo entre cidadãos.

Cabe às autarquias, então, desenvolver esforços, por exemplo em conjunto com IPSS‘s, afim de encontrarem uma plataforma de cooperação que permita fazer chegar às crianças a melhor qualidade de ensino nesta área tão importante como é a segurança rodoviária de todos nós.