Pensa nos outros quando você conduz? A empatia, como um fator de segurança rodoviária

Empatia na condução

empatia.
(grego empátheia, -as, paixão)

s. f. Forma de identificação intelectual ou afectiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa.

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Quando falamos de empatia ao volante, estamos-nos a referir a uma atitude do condutor que tem muito a ver com estes princípios de condução que temos enumerado no decorrer dos últimos dias no Circula Seguro. Confiança, previsão, segurança e responsabilidade desejam um cenário de atitude difícil de entender se não existir uma boa dose de empatia.

O projeto Attitudes da Audi publicou os resultados de um estudo abrangente sobre a empatia na condução que retrata as atitudes dos condutores ao volante. Os dados falam por si: 54% dos condutores são empáticos em suas vidas diárias, mas ao volante do seu veículo 32% deixam de o ser e apenas 22% continuam a ser empáticos.

À empatia sucede algo como a cortesia, como referido à semanas atrás que estava a recuar a passos largos. Compreender o outro é uma das virtudes básicas do condutor seguro e eficaz e, de fato, está entre os fundamentos da condução preventiva. Ter empatia não significa devemos dizer amém a tudo. Isso significa que devemos conduzir com um olhar atento e as antenas postas.

Mas não é só isso. A empatia também é medida pelo mesmo padrão de comportamento que o ditado que diz: “Não faça aos outros o que não gostaria que eles fizessem a si” e, nesse sentido, a perda de empatia é o que tem vindo a ser analisado pela Attitudes, ??em um extenso relatório intitulado A empatia e sua influência na condução.

Empatia

Será que a condução nos torna mais empáticos?

O perfil dos condutores que perdem mais empatia quando entram no automóvel corresponde a mulheres que conduzem menos de 30 minutos por dia e geralmente optam pelo carro para levar as crianças para a escola ou para ir ao médico. Em tais situações e perante a necessidade de estacionar o carro por um curto período de tempo, o famoso “momentinho”, não se importam de estacionar em dupla fila. é assim, pelo menos, que está resumido pelo projecto Attitudes.

Existe uma correlação entre a frequência de condução e o facto de ter mais ou menos empatia? De acordo com o estudo, os condutores menos empáticos são aqueles que usam o carro para levar as crianças para a escola, enquanto que as viagens para o trabalho e viagens em família são características dos condutores mais empáticos.

Aliás, para metade dos condutores, a empatia é um valor positivo para a segurança rodoviária. Como eles explicam, isso pode prevenir os acidentes rodoviários, facilitar o fluxo de tráfego e reduzir os incidentes de trânsito. Além disso, com os números em cima da mesa, vemos uma conexão entre a condução empática e a condução com segurança e dentro das regras.

Parece que estamos mais ou menos conscientes da importância da empatia, e as acções de condutores pouco empáticos são bem conhecidas. Ou seja, você vê isso todos os dias: o uso de luzes e buzina para pressionar outros os condutores, ultrapassagens à direita circulando em uma velocidade acima do que o permitido, desrespeito da distância de segurança ou condução com excesso de velocidade são algumas das infracções que o projecto Attitudes colecciona em seu estudo.

Apesar de tudo, tem uma certa coerência e embora pareça evidente que uma pessoa que não pensa que os outros não terá atenção com as regras, existem alguns aspectos de tudo isso que podem ser um pouco confusos. É verdade que uma pessoa que conduz pensa pouco nos outros? Será que a falta de hábitos do condutor terá uma influência importante? Será precisamente a falta de empatia o traço de alguém que tenha banalizado a deslocação de carro?

Mais perguntas deixadas ao ar. Esse perfil tão marcado, com as mulheres que são menos empáticas quando se colocam atrás do volante, é porque no carro não são tão empáticas ou porque fora dele são mais empáticas do que os homens e o diferencial é maior? Sim, quando nos colocamos no lugar dos outros, quando somos empáticos, também corremos o risco: o de questionar a realidade destes dados. Deixando isso de lado, o que parece indiscutível é o papel primordial da empatia na condução segura.

Mais informação | Attitudes
Foto | Jancis SmellsI See Modern Britain