Revolução educativa na prevenção e segurança rodoviária (2)

Revolução educativa na prevenção e segurança rodoviárias

Portugal sofre de um grande problema, social e institucional, que afecta diversos sectores, sendo um deles, e que aqui no Circula Seguro, nos interessa debater porque falamos de prevenção e segurança rodoviária… protagonismo a qualquer custo, sem olhar a quê e a quem.

Uma vez que Portugal é um país muito politizado, onde as amizades se sobrepõem à qualidade e competência, para incorporar lugares de direcção e decisão de alguma instituição, assim como preconceitos, onde se abdica da experiência e do conhecimento prático em prol de um estatuto académico, as intervenções realmente importantes são dissolvidas ou aniquiladas pela dissimulação espalhafatosa.

Educar para formar

Quando um pai educa um filho, fá-lo no sentido de que no futuro possa ser um cidadão respeitador das normas que regem uma sociedade, sua segurança e desenvolvimento sustentado. Se conseguir alcançar este patamar, será, também ele, um cidadão respeitado.

Mesmo havendo pais que levantam barreiras à inclusão de seus filhos em infantário, na verdade é que é ali que as crianças começam a receber a sua educação social. O saber conviver com alguém que tenha gostos diferentes, saber partilhar, saber escutar e saber respeitar espaços e vontades alheias.

É ali, também, no infantário, que os mais pequenos são confrontados com regras e rotinas, as quais os vão acompanhar ao longo das suas vidas. Muitas dessas regras e rotinas vão ter um efeito prático na vida já adulta dessas crianças.

Se esta é uma realidade incontornável, a questão que se coloca é, porque razão não se inicia a educar essas crianças na área da prevenção e segurança rodoviária, conseguindo-se que num futuro venham a ser condutores respeitadores e respeitados?

Revolução educativa

Uma intervenção eficaz, necessita-se

Na minha singela opinião, deveria-se elaborar um programa educacional exequível, onde fossem, numa primeira fase, integrar os educadores pré-escolares, recebendo formação sobre segurança rodoviária e técnicas básicas associadas, enquanto numa segunda intervenção, os pais ou tutores, nalgumas actividades com as crianças, criando desta forma rotinas comuns.

Se é verdade que no imediato os resultados poderiam não ser observados a olho nu, continuando-se com uma formação progressiva no ensino básico, 2º ciclo e secundário, conseguir-se-ia que crianças e jovens adquirissem rotinas preventivas e de segurança rodoviária.

Se tudo isto tem custos? Claro que sim! No entanto esses custos poderiam ser suportados pelo Fundo de Garantia Automóvel e pelas seguradoras. As vantagens que teriam era a da diminuição da sinistralidade e todos os custo a ela inerente; Reparações, tratamentos médicos e indemnizações. Vale a pena pensarmos nisto.

Foto¦ CM Boticas