Continua a morrer-se muito nas estradas portuguesas

Continua a morrer-se muito nas estradas portuguesas

Decorridos nove meses do ano de 2015, concluí-se que continua-se a morrer muito nas estradas portuguesas. Mortes essas provenientes de sinistralidade rodoviária que poderia, com grande facilidade, ser diminuída para valores residuais se a legislação fosse a adequada.

Alteraram-se algumas regras na legislação do Código da Estrada, sob o pretexto de que tal iria ter uma repercussão positiva nos valores indicadores da sinistralidade nas estradas portuguesas e suas consequências. Acontece que, até então, os valores têm vindo sempre a subir.

Os valores que ninguém deseja ler

Os responsáveis portugueses pelas alterações pontuais às regras do Código da Estrada, alegam que essas mesmas alterações visam promover uma maior segurança e fomentar o respeito que cada interveniente tem por si e por quem consigo se cruza.

Acontece que os números indicam outra coisa completamente diferente, ou seja, os números mostram que a morte nas estradas portuguesas está cada vez mais elevada. E pior que isso, mostra que essa tendencia se vinca cada vez mais nos gráficos indicadores.

Uma vez que as pessoas não são apenas números, ou pelo menos não deveriam de ser, estes indicadores sobre o que ocorre nas estradas portuguesas, mostram da incompetência que os senhores legisladores representam. Resta-nos esperar que o final do ano venha e que não se descubra, com uma diminuição brutal da sinistralidade e consequências, que existe um software que manipula os números.

Continua a morrer-se muito nas estrads portuguesas

A verdade dos valores

Entre o dia 1 de Janeiro 2015 e o dia 21 de Setembro 2015, ocorreram nas estradas portuguesas 86.598 acidentes rodoviários, mais 3.737 que no ano de 2014, no mesmo período de tempo. Relativamente a mortes registadas, este ano de 2015 já se registaram 351, mais 24 que no ano passado.

Se analisarmos os valores respeitantes aos feridos graves e leves, nos graves as estradas portuguesas registaram até então, 1.568, mais 45 que em 2014. Ao visionarmos os feridos leves, em 2015 já se registaram 26.085, neste campo com melhorias, uma vez que 2014 marcos mais 238.

Foto¦ Gerritsan