Os novos modelos reduzem mortalidade nas estradas. Mas quais?

carro novo mais seguro

Os novos modelos de automóveis estão a desempenhar um papel de destaque na redução de mortes na estrada, mas as hipóteses de ser morto em um acidente de carro ainda variam muito, os novos modelos reduzem mortalidade nas estradas mas depende muito da marca e modelo do carro em que circula.

O Instituto de Seguros de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos da América (IIHS) publicou nesta quinta-feira de um estudo que analisou as taxas de mortalidade para os veículos a partir do ano 2011. No geral, determinaram que, os carros novos oferecem uma proteção significativa para os condutores. Saiba quais os modelos melhores e piores do estudo.

Num período de três anos, a taxa média de mortalidade nos EUA desceu de 48 mortes por milhão de veículos matriculados em 2008, para 28 mortes por cada milhão de matrículas em veículos de 2011, uma diminuição superior a 41 por cento.

“Esta é uma grande melhoria em apenas três anos, mesmo considerando a influência da economia”, disse David Zuby, o vice-presidente executivo e chefe de pesquisas da IIHS. “Nós sabemos através do nosso programa de classificações de veículos que o desempenho nos crash-test’s foi ficando cada vez melhor. Essas taxas de mortalidade mais recentes fornecem a confirmação de que os resultados reais estão melhorando também.”

Quais os mais seguros e quais os mais perigosos

No lado dos mais seguros estão nove modelos, estes apresentaram uma taxa de mortalidade de zero, foram eles o Audi A4 4WD, o Honda Odyssey, o Kia Sorento 2WD, 4WD Lexus RX 350, Mercedes-Benz Classe GL 4WD, Subaru Legacy 4WD, Toyota Highlander híbrido 4WD, Toyota Sequoia 4WD e 4WD Volvo XC90.

Se há uma ressalva para isso, é que as melhorias não estão a beneficiar todos os condutores. Veja-se o pódium dos piores resultados, o Kia Rio, modelo de 2011, teve a maior taxa de morte, com 149 mortes esperadas por milhão de veículos. O Nissan Versa teve 130 mortes por milhão registrado e o Hyundai Accent teve 120 mortes por milhão registrado.

Quando os pesquisadores do IIHS realizaram o mesmo estudo, oito anos atrás, não havia veículos que lograssem atingir uma taxa de mortalidade de zero. Estas melhorias são oriundas tanto de um impulso externo, a partir de defensores da segurança para erradicar mortes no trânsito, como também de avanços tecnológicos nos próprios veículos.

“A completa eliminação de mortes no trânsito ainda está a muitas décadas de distância, e junto com melhorias de veículos, chegar lá vai exigir mudanças no projeto de estradas e de políticas públicas que podem ajudar a proteger todos os utentes da estrada”, disse Zuby. “Ainda assim, o aumento do número de veículos com Zero mortes mostra que é possível.”

Em 2012, 33.561 americanos foram mortos em acidentes de carro. Em 2013, esse número caiu para 32.719. Os pesquisadores examinaram dados de 2011 relativos a veículo cujo modelo fosse do ano e até o final do ano civil de 2012. Os resultados examinam só os condutores e não todos os ocupantes do veículo.

Um estudo do IIHS mostra que as melhorias tecnológicas são a principal razão para o declínio no número de mortes. Estruturas melhoradas e a adição de características de segurança salvou aproximadamente 7.700 vidas, só em 2012, em relação ao número que teria morrido se não tivesse havido nenhuma alteração de tecnologia desde 1985.

Os compradores de carros conscientes da segurança devem, sem dúvida, verificar os resultados completos e todas as informações sobre o modelo que pretendem adquirir, apesar de existem algumas tendências gerais nos dados, que no fundo não são surpreendentes.

Em média os carros maiores são mais seguros

Os carros ainda estão suscetíveis à física, assim, os carros maiores provaram serem, em média,mais seguro do que os modelos mais pequenos. Tenha em atenção que estas segmentações são relativas ao mercado americano. Os veículos que se enquadram na categoria “mini” de quatro portas, por exemplo, têm uma média de 115 mortes por milhão de veículos matriculados.

Conforme crescem geralmente tornam-se se mais seguro. Os chamados “pequenos” carros de quatro portas obtém uma baixa significativa, com uma média de 51 mortes por milhão de matrículas. Os de tamanho “médio” tiveram uma taxa de 29 mortes por milhão.

Os “grandes” carros de quatro portas pioraram ligeiramente na média, em relação ao tamanho abaixo, atingindo 34 mortes por milhão de registro e os veículos “muito grandes” tem um valor médio de 24 mortes por milhão de matrículas.

Um fator de diferenciação positiva é a tração às quatro rodas, treze dos 19 modelos mais seguros do estudo possuíam esse recurso, enquanto apenas um dos 19 carros mais perigosos, a saber o Chevrolet Silverado 1500 Crew, modelo de 2011, tinha tração nas quatro rodas.

Foto | Marilena