O problema do álcool na passagem do ano

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Os excessos característicos das passagens de Ano Novo tornam ainda mais atual a mensagem de “se beber não conduza”.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) vai intensificar nos próximos dias o patrulhamento e a fiscalização rodoviária nos itinerários de e para os locais associados às festividades do Ano Novo.

A GNR também vai reforçar a presença física nesses locais, com o objetivo de reforçar a segurança e prevenir a ocorrência de acidentes rodoviários. A condução sob o efeito de bebidas alcoólicas estará no cerne das preocupações das autoridades, devido aos excessos típicos desta quadra. Estarão mobilizados os militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos comandos territoriais.

7 mortos no ano passado

Recorde-se que na operação Ano Novo da GNR de 2016, nos quatro dias da fiscalização registaram-se 658 acidentes (mais 10 do que em 2015); 7 mortos (mais 2 do que em 2015); 8 feridos graves (menos 5 do que em 2015); e 189 feridos leves (menos 20 do que em 2015).

No ano passado, na operação Ano Novo levada a cabo pela GNR foram registadas 603 infrações associadas a condução sob a influência do álcool. Dessas infrações, 196 condutores foram detidos com taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l.

Ou seja, apesar de todos os apelos das autoridades para que condução e álcool não se combinem, são muitos os condutores que cometem excessos.

Um terço conduz com álcool

As consequências da condução sob o efeito do álcool são de tal forma graves que há estudos que mostram que, em Portugal, em 2015, um em cada três condutores mortos em acidentes de viação conduzia com uma taxa ilegal de álcool no sangue, entre 0,5 g/l e 1,19 g/l.

A ação do álcool no sistema nervoso origina efeitos nefastos que prejudicam o exercício da condução:

  • Audácia incontrolada
  • Perda de vigilância em relação ao meio envolvente
  • Perturbação das capacidades sensoriais, particularmente as visuais:
  • Perturbação das capacidades percetivasálcool, condução, passagem do ano

O condutor sob o efeito do álcool muito dificilmente tem consciência das suas limitações. Contudo, mesmo com valores pouco elevados de taxa de alcoolemia as capacidades necessárias para a condução segura já se encontram diminuídas (tanto mais quanto maior for a intoxicação alcoólica) muito antes do estado de embriaguez ser atingido. Não esqueça!

Fotos: lifesafer.ca, solicitors.guru