Sinistralidade rodoviária – o gráfico sempre a subir

O gráfico da sinistralidade rodoviária sempre a subir

Começou o novo ano de 2016 e com ele a sinistralidade rodoviária elevada. Mais uma vez não se deu conta do contador ter passado pelo zero, uma vez que só na noite de fim de ano foram registadas 7 vitimas mortais nas estradas portuguesas, somando um total de 14 mortos nas duas operações neste período de final de ano; Natal e fim de ano.

Sempre a aumentar, os números da sinistralidade rodoviária nas estradas portuguesas devem levar a que os responsáveis legislativos e a ministra responsável pela área da segurança rodoviária, a reflectirem no que foi efectuado nos últimos ano, legislado e realizado, afim de perceberem que existem alterações e introduções que são, de todo, inúteis.

Actuar rapidamente é necessário

Como se tem verificado, de um acidente rodoviário não resultam apenas os estragos materiais e as vitimas, com maior ou menor gravidade, advindas do sinistro. De um acidente rodoviário, resultam sempre as vitimas paralelas, os danos, as consequências.

Mas parece que as pessoas continuam a não perceber que essa é uma realidade e o seu egoísmo leva a que continuem apensar apenas no seu próprio umbigo e a se esquecerem que há mais gente; familiares, que sofrem com os resultados de um acidente rodoviário onde existirem feridos.

Mostram as estatísticas que continuam a ser os jovens que lideram as causas da sinistralidade rodoviária em Portugal. Estão no topo da piramide e a acompanhá-los, nessa sinistralidade rodoviária, como causa primária, a velocidade excessiva.

Ora, se tal acontece, deve ser rapidamente trabalhado para que passe a diminuir ou mesmo a desaparecer. E a pergunta que se coloca é; E o que se pode ou deve fazer para que se consiga combater essa causa?

A resposta passa, essencialmente, pela formação de base, algo que tenho vindo a defender faz anos. Uma formação de mentalidades, não apenas nas crianças, enquanto crianças, mas também nos seus pais, enquanto pais de crianças.

Quando uma árvore é plantada, pretende-se que cresça com um tronco direito, forte, robusto, capaz de sustentar todo o peso que venha a adquirir ao longo dos anos de crescimento. Se não for corrigida alguma inclinação no seu crescimento, enquanto for uma árvore de pequeno porte, mais tarde não será possível fazê-lo.

O mesmo acontece com os condutores do futuro. Se não forem orientados desde crianças no sentido de respeitarem e cumprirem as normas de segurança e o respeito pelos outros utilizadores do espaço público, não será aos 16 anos ou 18 anos que tal se vai conseguir fazer.

Se quem planta a árvore é apoiado na sua formação para saber como plantar a árvore da melhor forma para que ela cresça robusta e saudável, também os pais devem acompanhar a formação dos filhos, enquanto crianças, na sua formação rodoviária. Só assim se conseguem condutores futuros respeitadores e dessa forma diminuir a taxa de sinistralidade rodoviária.

Mas afinal, quem é que ainda não percebeu isto?

Foto¦ Jornal de Notícias