Oito dicas para ser bom condutor em 2018

bom condutor

Para ser bom condutor não há restrições! Estas dicas servem, claro, para 2018 e para todos os restantes anos. Obviamente, todas estas boas acções de que aí iremos falar já foram debatidas largamente no Circula Seguro. No entanto, nunca é demais relembrá-las.
A verdade é que por muito que se repitam os conselhos de boas práticas, há muitas normas que não são cumpridas por ignorância, preguiça ou simples falta de respeito e consideração com o resto dos condutores.

Por isso, se precisa de ajuda com as promessas para 2018, temos algumas que lhe poderão servir.

Pé mais leve, Fitipaldi

Parece óbvio dizê-lo, mas o desrespeito pelos limites de velocidade continua a ser tema atual nesta matéria. Os limites impostos atualmente não são capricho, têm uma razão de ser. Superar 10 ou 20km/h um limite, pode disparar exponencialmente as possibilidades de morrer em caso de acidente por colisão ou atropelamento.

De igual maneira, também deve respeitar os limites de velocidade mínima, que também fazem sentido: evitar engarrafamentos, toques, reduzir as emissões do veículo (mesmo que não acredite!)

Use o cinto de segurança

Por incrível que pareça, ainda há muita gente que não põe o cinto de segurança no carro. Tendo em conta que este simples dispositivo já existe há mais de 50 anos, que é um dos princípios básicos quando aprendemos a conduzir qe que salva a cada ano mais de 8 mil vidas na Europa, é só estúpido não o colocar. O mesmo serve se for sentado nos lugares de trás. Entre 20 a 23% dos mortos em acidentes rodoviários não levava cinto de segurança. Quer ser um deles?

Se beber (ou usar drogas), não conduza

Nem uma cerveja, nem um charro. A legalização do consumo de álcool ou drogas é um tema da sociedade que abarca muitos âmbitos, mas em matéria de segurança rodoviária é especialmente grave. Um a cada três acidentes está relacionado com alguma destas substâncias e 4 de cada 10 mortos acusaram positivo. São números suficientemente esclarecedores para não pensar em levar o copo à boca.
Ainda assim, se se considera o Super Homem e pensa que nada disto o afeta, lembre-se de que as autoridades estão cada vez menos tolerantes com as irresponsabilidades ao volante e que pode mesmo ficar sem carta.

boa condutora

Quieto com as traquitanas do carro!

São cada vez mais os dispositivos eletrónicos que temos nas nossas vidas, o que já fez nascer a indústria dos “sistemas de infoentretenimento”. Quando falamos do que está no carro, podemos elencar o GPS, o rádio, o sistema mãos livres, o telemóvel…
O uso de todos estes equipamentos deve ser feito com especial cuidado. Ainda que o manejo dos que estão integrados com o carro seja legal, não é por isso que não seja bastante perigoso fazê-lo em andamento.

Cuidado com a chuva. E com o sol. E com a neve. Com tudo!

Quer seja inverno ou verão, se chover ou nevar, é preciso ter em conta que as condições de visibilidade, as prestações do carro e a aderência da estrada podem mudar radicalmente de uma estação para a outra.
Até as nossas capacidades de enquanto condutor podem ficar afetadas por altas temperaturas, falta de luz, etc.
Recomendamos as habituais precauções com as condições meteorológicas, para não ter nenhum susto desnecessário.

Use bem as luzes. E bem… quer dizer bem!

O tema das luzes do nosso carro é algo que, queiramos reconhecer ou não, o condutor tende a esquecer com o passar dos anos e nunca tem completamente claro como utilizá-las corretamente em cada situação. Volte a estudar este tema, se for preciso, para, por exemplo, evitar encadear outros condutores.
Também não é novidade a importância de utilizar os médios como luzes diurnas, como alternativa eficaz às luzes diurnas automáticas que já equipam os veículos mais modernos.

Não seja preguiçoso, ponha as crianças na cadeirinha

Pode não acreditar, mas ainda há gente que em determinados momentos (sobretudo em distâncias curtas) decide prescindir do usos dos sistemas de retenção infantil com os seus próprios filhos. E isto, mesmo que a sua utilização possa reduzir até 95% das lesões graves, se for bem colocado.
Também é importante que use a cadeira adequada, colocada no lugar e posição certa. Sempre que for possível, virado para trás.

Seja educado, respeite os lugares de estacionamento

Sabemos que é uma canseira dar voltas uma e outra vez à procura de sítio para estacionar e ver os lugares para deficientes vazios, como se estivessem a chamar por nós. Pense que a lei não só penaliza as condutas perigosas, como também as condutas claramente anti-sociais. E estacionar num lugar reservado para pessoas que estão em clara desvantagem em termos de mobilidade para connosco é algo que o deveria dissuadir de o fazer, muito antes do valor da multa.

O mesmo para os carros elétricos. Não são lugares assinalados por capricho, mas sim porque estes veículos também têm algumas limitações (principalmente de autonomia) e necessidades (essencialmente carregar).

Sem dúvida que em 2018 nos vamos queixar dos radares, dos buracos na estrada e até do semáforo que fecha demasiado depressa. Mas que fique claro que evitar problemas está, muitas vezes nas nossa mãos. Podemos conduzir durante anos e quase de olhos fechados, mas há sempre margem para melhorar. Porque reconheçamos: estamos muito longe de ser os condutores perfeitos.

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Fonte: Circulaseguro.com