Alguns segredos para acertar na compra do carro novo

Se for comprar um carro novo deverá seguir algumas recomendações para que a escolha seja o mais acertada possível.
A escolha de um carro novo, até pelo dinheiro que implica desembolsar, deverá ser feita com critério. Há alguns segredos ou dicas que deve levar em consideração para conseguir o melhor negócio possível.

12 segredos e truques
Informe-se. Não se deixe levar pela conversa do vendedor. Naturalmente que o modelo em que está interessado ser-lhe-á apresentado como o “melhor do mundo” ou a escolha mais adequada para o que precisa. Procure, por isso, uma informação isenta a respeito do automóvel em que pensa. As publicações especializadas em automóveis fazem ensaios (no mercado encontra várias, havendo, inclusive, aquelas que têm uma maior frequência de ensaios pelo facto de serem semanais como é o caso da Carros & Motores, por exemplo) que lhe dão uma visão mais correta do veículo, suas vantagens, é certo, mas também seus inconvenientes.

Veja o preço. A Associação de Defesa do Consumidor refere que antes de iniciar a ronda pelos concessionários, deve visitar a página oficial da marca na internet. “Muitas têm ferramentas onde pode configurar o modelo desejado. Fica a saber o preço recomendado pelo fabricante para o modelo a adquirir, o que lhe dá uma boa base para negociar”, refere a Deco.

Estude o financiamento. Decidido qual o carro a comprar, estude a melhor forma de financiamento. Faça simulações, encare as diferentes modalidades de compra (crédito, ALD, Leasing) ou de aluguer (renting) em diferentes prazos (12, 24, 36 meses ou 48 meses). Faça simulações com diferentes valores de entrada.

Visite stands. Escolhida a marca e o modelo, é hora de visitar vários concessionários à procura do melhor preço. Apresente os seus argumentos e refira os preços que lhe estão a ser propostos na concorrência. Lance as suas cartas para a mesa, no fundo. Nos tempos que correm, cada cliente vale ouro. Faça valer a sua importância de consumidor.

Campanhas. Procure ver que descontos há e que campanhas de retoma existem. Os finais de mês e de ano são, normalmente, uma boa ocasião para conseguir um bom preço, já que as marcas e os concessionários pretendem realizar objetivos de vendas.

Ocasiões especiais. As alturas de lançamentos de novos modelos são também um bom momento para comprar carro. As marcas realizam fins-de-semana de porta aberta, nos quais colocam os carros a preços mais favoráveis ou com níveis de equipamento reforçados pagos pelo mesmo preço. Consegue, assim, levar mais automóvel (e de maior valor) pelo mesmo preço de aquisição.

Veículo de km zero. Quando aos concessionários chega um modelo de nova geração ou “restyling”, essa é uma oportunidade para conseguir a um bom preço o modelo que acaba de sair de cena. São veículos com zero quilómetros, logo novos, ainda que não da nova geração que os vendedores querem despachar. Afinal, há uma nova geração a brilhar, mesmo ali…

Test drive. Antes de selar o negócio, experimente o carro. Faça um “test drive” para ter mesmo a certeza de que é aquele o carro que pretende e que não vai ao engano.

Preço acordado. Antes de colocar a assinatura no negócio e combinado o preço, peça um orçamento escrito e detalhado ao vendedor onde conste esse valor. Veja o prazo de validade do orçamento apresentado. Quando lhe for apresentado o contrato, confira tudo: veja se o preço bate certo e se é, efetivamente, o que ficou acordado.

Despesas “escondidas”. Normalmente, o preço dos veículos é apresentado despido de algumas despesas. São encargos administrativos e despesas de deslocação, transporte e averbamento de documentos. No discurso do vendedor serão sempre valores desprezíveis no PVP do veículo, mas não se admire se ainda orçar os mil euros. Coloque tudo em pratos limpos para não ser surpreendido.

IUC. O Imposto Único de Circulação é pago anualmente. Varia com as emissões de dióxido de carbono do carro, a cilindrada e o tipo de combustível. Nalguns casos, os valores pesam, pelo que não se esqueça de validar esta informação na altura da escolha.

Não compre pela emoção. Não se esqueça de avaliar que opções e que equipamentos o carro traz. Damos-lhe um exemplo crasso. Compra um carro com jantes de 19″ e pneus 235/45. Tudo muito bem, muito bonito, torna o carro mais dinâmico, um pouco menos confortável mas nada de mais… contudo, daí a cerca de 30 mil km vai ter de trocar de pneus e um jogo de quatro pneus como estes… é carissimo e vai acabar por colocar uns usados ou de uma marca menos conveninente. E tal como com os pneus, o mesmo pode acontecer com outros equipamentos.

Dados estes passos, deverá conseguir fazer um negócio mais favorável e sem se sentir enganado. Depois é só usufruir do carro, em segurança e com toda a documentação em dia, incluindo o obrigatório seguro automóvel.

Foto: Pixabay