Como evitar atropelamentos em áreas urbanas?

Os atropelamentos não são inevitáveis. Há procedimentos e conselhos de segurança que ajudam a que possam ser significativamente reduzidos. Será que é habitual seguir essas regras de ouro?

De acordo com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), no ano passado morreram no nosso país 76 pessoas atropeladas, mais do que as 70 do ano anterior.

Em função desta dura realidade, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou recentemente em entrevista à Antena 1 ser “absolutamente inaceitável” o elevado número de atropelamentos, sobretudo nas zonas urbanas, admitindo generalizar nestas áreas os limites de velocidade de 30km/h, que já existem nalguns bairros.

Atropelamentos em áreas urbanas evitáveis

Claramente que quando menor for a velocidade num possível impacto, menores serão teoricamente as consequências dessa colisão. Mas há diversos outros aspetos que podem ajudar a evitar que os atropelamentos continuem a ocorrer, vitimando familiares e amigos nossos, incluindo crianças e idosos.

A análise das circunstâncias de vários atropelamentos permite destacar que muitos destes acidentes ocorrem devido à falta de atenção quer de condutores quer de peões.

atropelamentos, áreas urbanas

Também a falta de prevenção contribui para muitos atropelamentos, pois as crianças, sempre que possível, deveriam atravessar a rua acompanhados por um adulto, de mão dada.

Pela sua vulnerabilidade e pelo facto de mais facilmente se distraírem, as crianças expõem-se a riscos maiores nos atravessamentos das rodovias, daí que seja de todo importante transmitir aos mais pequenos noções essenciais de vivência no trânsito, como o olhar para os dois lados da rua (primeiro para a esquerda, depois para a direita e novamente para a esquerda) ou não correr atrás de uma bola quando ela é arremessada para a estrada.

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É ainda importante também que o peão (criança ou adulto se estiver a atravessar com uma criança) manter o contato visual com os condutores antes de decidir atravessar a estrada. A ideia é perceber que está a ser visto.

Atravessar sem correr

A travessia de uma rua não deve ser feita de forma precipitada ou a correr. Isto é válido sobretudo se as condições climatéricas prejudicarem a visibilidade.

Quando não existir um semáforo ou passadeira, os peões devem procurar o local mais seguro para atravessar a rua. Devem ser evitados pontos de atravessamento tapados por obstáculos que impeçam a visibilidade dos condutores.

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Ensine às crianças que quando saírem do autocarro, esperarem que o “bus” se afaste. Se tentarem atravessar enquanto o autocarro ainda está parado, os condutores dos demais veículos não o irão ver.

Outra regra básica mas largamente desrespeitada tem a ver com os locais onde a travessia da rua deve ser efetuada. Quantas vezes os peões utilizam a passadeira? Nem sempre, como se sabe. E às vezes a passadeira está mesmo ali ao lado. Também os condutores nem sempre param nas passadeiras, quando devem.

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Também ao nível da infraestrutura há falhas que comprometem a segurança. Passadeiras mal iluminadas são um exemplo.

Outro conselho: quando circular a pé numa estrada sem passeios, deve fazê-lo no sentido contrário dos automóveis. Isto para que possa ver de frente a aproximação dos carros. Se for em grupo, transite em fila indiana, tão chegado quanto possível da berma.

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Tudo pequenos gestos que ajudam a evitar atropelamentos.

Fotos: phillymotu.wordpress.com, rossatkin.com, luchemos.org.ar, forthepeople.com, houstonchronicle.com